PM de SP amarra jovem suspeito de importunação sexual pelos pés e pelas mãos durante abordagem
A ouvidoria da polícia disse que a abordagem 'fere direitos humanos'; o caso foi registrado como lesão corporal, ameaça, resistência, dano e desacato
São Paulo|Do R7, com informações da Agência Record

Policiais militares amarraram um homem pelos pés e pelas mãos na rua Santo Amaro, na Bela Vista, no centro de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (30). Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), o caso está sendo apurado pela Polícia Militar, e a vítima é suspeita de importunação sexual.
Durante um patrulhamento, por volta das 15h, uma equipe da Dejem localizou um suspeito de importunação sexual. De acordo com a SSP, o homem estava bastante agressivo. Ele chegou a atingir uma mulher com uma pedra e ameaçar os policiais.
Ao ser detido, ele quebrou o vidro da viatura com chutes. Ainda segundo a SSP, o homem foi contido "para preservar sua integridade física e das demais pessoas". Ele e a vítima foram encaminhados a unidades de saúde e, posteriormente, levados à 1ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).
Entretanto, em nota, a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo afirmou que tomou conhecimento, por meio de vídeos e fotos que circularam nas redes sociais, da prisão de um jovem negro na rua Santo Amaro que feriram diretamente os direitos da pessoa humana.
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"A Ouvidoria repudia esta ação, que nada tem a ver com qualquer procedimento sobre abordagem que respeite a dignidade humana, mas que, infelizmente, se repete quase como método."
A pedra utilizada foi apreendida e encaminhada para perícia. Também foi solicitada perícia na viatura. O indiciado permaneceu à disposição da Justiça. O caso foi registrado como lesão corporal, ameaça, resistência, dano e desacato.
Leia na íntegra a nota na SSP
A Polícia Militar informa que todas as circunstâncias relativas ao caso são apuradas pela PM e as imagens já estão sob análise. Durante patrulhamento na tarde desta quinta-feira (30), por volta das 15h, na Rua Santo Amaro, uma equipe da Dejem localizou um suspeito de importunação sexual. O indiciado estava bastante agressivo, chegando a atingir uma mulher com uma pedra e ameaçar os policiais. Ao ser detido, ele quebrou o vidro da viatura com chutes, sendo contido para preservar sua integridade física e das demais pessoas. Ele e a vítima foram encaminhados a unidades de saúde e posteriormente conduzidos à 1ª DDM, onde o caso foi registrado como lesão corporal, ameaça, resistência, dano e desacato. A pedra utilizada foi apreendida e encaminhada para perícia. Foi solicitada perícia à viatura. O indiciado permaneceu à disposição da Justiça.
Leia na íntegra a nota da Ouvidoria da Polícia Militar
A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo tomou conhecimento, através de vídeos e fotos que circularam nas redes sociais, da prisão de um jovem negro na Rua Santo Amaro, na tarde do dia 30/11/23 em condições similares às ocorridas no triste episódio de 4/06 deste ano na Vila Mariana, São Paulo, ferindo diretamente os direitos da pessoa humana e descumprindo, ao mesmo tempo, decisão judicial da 8ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo e orientação da própria corporação que à época afirmou que "a conduta dos policiais não é compatível com o treinamento e valores da instituição".
A Ouvidoria repudia esta ação, que nada tem a ver com qualquer procedimento sobre abordagem que respeite a dignidade humana, mas que, infelizmente, se repete quase como método, razão pela qual já sugeriu a criação de grupos de trabalho para discutir e refletir sobre qualificação das abordagens policiais em São Paulo e no Brasil, que é um país com altos índices de reclamações de abordagens violentas e letalidade policial. Todo o processo começa na abordagem: uma abordagem malsucedida coloca em risco o abordado, os policiais e a população em geral. À medida que qualificamos essa atribuição fundamental de nossas polícias, também a aproximamos da população, que cada vez mais legitimará a atividade policial, valorizando o trabalho dessas corporações.
A repetição de atos de barbárie com métodos análogos à tortura da ditadura militar, para coibir uma discussão de rua, com ofensas de cunho racista ao homem, são perceptíveis nos vídeos e fotos recebidos e que instruirão o procedimento e serão encaminhados à Corregedoria da Polícia Militar, para as apurações e medidas correcionais cabíveis.
Reforçamos mais uma vez a importância de criação no âmbito do Estado de São Paulo de grupo de trabalho, composto por: Ouvidoria da Polícia, Policia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Segurança Pública, Especialistas em Segurança e ativistas em Direitos Humanos, para um trabalho profícuo e próspero de construção de perspectivas de aprimoramento das abordagens policiais. Da mesma forma, conclamamos a criação de um grupo de trabalho interministerial, composto pelas Polícias Estaduais, especialistas e ativistas de Direitos Humanos com o mesmo objetivo em âmbito nacional. É preciso uma demonstração clara, transparente, inequívoca de boas práticas profissionais e de respeito à dignidade humana, sem o que corremos o risco de transformar a tortura em método, a barbárie em horizonte.
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