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PM mata o sogro e a mulher, advogada ativista no combate à violência doméstica, em SP

Polícia Militar foi acionada por vizinhos que ouviram os gritos das vítimas; homem foi alvejado por policiais após recusar se entregar

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um policial militar matou sua esposa, Camilla Santos Silva, e seu sogro, Paulo Sérgio Silva, em Piraju, SP.
  • O crime ocorreu após uma discussão familiar, e o PM foi morto enquanto tentava atacar a sogra.
  • Camilla era advogada e ativista contra a violência doméstica, e sua arma havia sido apreendida um dia antes por ameaças à sua segurança.
  • A OAB lamentou sua morte, destacando o crescimento alarmante do feminicídio no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Camilla Silva tinha 32 anos e foi morta com golpes de faca Reprodução/redes sociais/@adv.camilla_silva - 21.11.2025

Um policial militar matou a mulher e o sogro a facadas durante uma discussão familiar, nesta sexta-feira (21), em Piraju, no interior de São Paulo.

Ele foi morto por policiais quando tentava matar também a sogra que havia se refugiado em um banheiro.


A mulher do policial era advogada e ativista em defesa de mulheres vítimas da violência doméstica. A arma do PM havia sido recolhida no dia anterior porque ele havia ameaçado a companheira.

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A reportagem entrou em contato com a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública) e aguarda retorno.


O crime aconteceu no bairro Nova América, onde fica a residência da família. Segundo o registro policial, a Polícia Militar foi acionada por vizinhos que ouviram os gritos das vítimas.

Quando chegaram ao local, os policiais flagraram o PM Leonardo Silva, de 25 anos, atacando a mulher, Camilla Santos Silva, de 32, com golpes de faca.


O sogro dele, pai de Camilla, Paulo Sérgio Silva, de 62 anos, estava caído no chão, com ferimentos.

Ignorando as ordens dos colegas para se entregar, o agressor foi em direção ao banheiro, onde a sogra havia se escondido quando começaram as agressões. Ele acabou alvejado pelos policiais militares.


A mulher, o pai dela e o PM foram encaminhados para o pronto-socorro do Hospital de Piraju, mas não resistiram aos ferimentos. Os corpos foram levados para o IML (Instituto Médico Legal) de Avaré.

Segundo informações da Polícia Civil, na noite anterior aos crimes, a arma de Leonardo havia sido recolhida pela corporação devido a ameaças contra a esposa.

De acordo com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Camilla era ativista em defesa dos direitos das mulheres, no enfrentamento à violência doméstica e na valorização da mulher advogada. Ela era presidente da Comissão das Mulheres Advogadas da OAB local.

Camilla estava inscrita na Ordem desde janeiro de 2018. Em nota, a 112.ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, com sede em Piraju, lamentou a morte dela.

“Lamentavelmente, Doutora Camilla soma-se às vítimas do feminicídio, crime que, apesar da firme reprovação social, institucional e penal, cresce de forma alarmante em nosso país. Aos familiares e amigos, estendemos nossos mais sinceros sentimentos e solidariedade”, diz a nota.

A OAB São Paulo também divulgou nota de profundo pesar diante do feminicídio que vitimou a advogada Camilla Santos Silva.

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