São Paulo Polícia Federal procura membros do PCC acusados de exportar cocaína

Polícia Federal procura membros do PCC acusados de exportar cocaína

3,7 toneladas da droga foram apreendidas em barcos ancorados no Porto de Santos

Polícia Federal procura membros do PCC acusados de exportar cocaína

A Polícia Federal de Santos, no litoral de São Paulo, publicou na noite desta segunda-feira (31), fotos de 11 pessoas com prisão temporária decretada por suspeita de envolvimento com tráfico internacional de drogas, entre elas André Oliveira Macedo, de 36 anos, o André do Rap, e de Jefferson Moreira da Silva, o Dente, apontados como integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Eles estão ligados às células criminosas desmontadas nesta segunda nas operações Hulk e Overseas, que terminou por apreender 3,7 toneladas de cocaína em barcos ancorados no Porto de Santos.

A PF fez buscas por André do Rap em seu apartamento no Guarujá, cidade vizinha a Santos, mas não conseguiu localizá-lo. Ele é apontado como líder do PCC na Baixada Santista, com ligação a traficantes da zona noroeste de Santos e o morro Nova Cintra. Policiais federais seguem pistas de que ele teria fugido para o nordeste do País. Dente, por sua vez, seria o braço direito de André, responsável por executar serviços como a cobrança da "rifa" (a contribuição exigida pela facção a seus associados) e emprestar armas a terceiros na baixada.

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A lista de procurados traz ainda outro apontado como subordinado de André do Rap. É Wagner Vicente Liro, de 30 anos, vulgo Bafinho, que já esteve preso por tráfico de drogas. Há ainda um boliviano, Rolin Gonzalo Parada Gutierrez, o Federi, que seria um dos fornecedores de cocaína ao esquema, e um português, Carlos Miguel Castro Silva.

Operação

Ao todo, 23 pessoas foram presas na operação deflagrada na segunda-feira. Agentes da PF cumpriram 80 mandados de busca e apreensão e 46 de prisão temporária. As investigações apontam que traficantes que tinham linha de fornecimento de cocaína entre a Bolívia e São Paulo fizeram uma aliança com o PCC da Baixada Santista para conseguir uma rota para exportar a droga. Na maior parte das vezes, diz a PF, a droga era colocada em malas de viagem e embarcadas em contêineres sem que os donos das cargas descobrissem.