Polícia investiga se marmita causou morte de moradores de rua

Segundo a Prefeitura de Itapevi (SP), o alimento estava contaminado mas não se sabe por qual substância e quem entregou a refeição para as vítimas

Moradores de rua foram encontrados mortos em avenida

Moradores de rua foram encontrados mortos em avenida

Reprodução/ Google Streets

Dois homens que viviam em situação de rua no município de Itapevi, na Grande São Paulo, morreram após comer uma marmita que estaria envenenada, durante a madrugada desta quarta-feira (22). Uma criança de 11 anos e um adolescente de 17 estão internados após terem contato com o mesmo alimento.

De acordo com a Prefeitura de Itapevi, ainda não se sabe qual substância teria causado o envenenamento e quem entregou as marmitas para as vítimas. Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira, de 37 anos, e José Araujo Conceição, de 61 anos, foram encontrados já sem vida no local, junto com um cachorro, que também faleceu.

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Ainda segundo a prefeitura, os dois homens foram abordados por assistentes sociais, mas não aceitaram ir para o abrigo que fica no Ginásio do Centro de Iniciação ao Esporte, que recebe pessoas em situação de rua durante a pandemia do novo coronavírus.

Polícia suspeita de marmita envenenada

Polícia suspeita de marmita envenenada

Divulgação

Os homens teriam recebido as marmitas de pessoas independentes do órgão público. Uma terceira pessoa também recebeu o alimento e levou para sua casa, onde moram os dois jovens, também contaminados.

A criança, de 11 anos, está internada no Hospital Geral de Pirajussara e o jovem, de 17, está no Pronto Socorro Central de Itapevi. Ambos estão em estado grave.

A Guarda Civil de Itapevi acredita que há mais pessoas que tenham sido contaminadas e realiza buscas por possíveis vítimas. Nas marmitas, foram encontradas pequenas bolinhas pretas, que podem se tratar de "chumbinho", um veneno de rato. O caso está sendo investigado pela Delegacia Central de Itapevi.

Segundo a delegacia, não sabe se o alimento foi entregue na terça-feira (21). Os moradores de rua da região, por vezes, armazenam as marmitas para comer posteriormente. Foi solicitada urgência no laudo toxicológico.

Em nota, a Prefeitura de Itapevi reforça que conta com convênio e com entidades para receber os moradores de rua, mas nem todos aceitam ir para o local.