Polícia prende 2º suspeito de matar médico em apartamento de SP
Infectologista de 93 anos foi amarrado durante assalto em seu apartamento, na região dos Jardins, em São Paulo. Cuidadora foi a primeira presa
São Paulo|Elizabeth Matravolgyi e Isabelle Gandolphi, da Agência Record

O segundo suspeito de ter participado do assalto que levou a morte do médico Murillo de Oliveira Villela, de 93 anos, na região do Jardins, área nobre de São Paulo, em 20 de fevereiro, se entregou à polícia nesta terça-feira (10) e ficou preso. Trata-se de Vagner Aparecido Ferreira.
Além dele, a cuidadora Rosa Rodrigues Barbosa está presa pelo crime. Gildeson Barros da Silva e Wesley Alves Carneiro seguem foragidos. Os quatro tem mandato de prisão temporária decretado pela justiça.
Rosa, que foi a primeira suspeita presa, trabalhava na casa do médico há sete meses e foi quem entregou a chave aos comparsas, conforme as investigações. Os outros três suspeitos são vizinhos da cuidadora.
O crime teria sido premeditado, após ela ter dito que trabalhava na casa do médico e que tinha muito dinheiro em casa. Na verdade, dentro do cofre levado pelos criminosos, havia menos de R$ 2 mil.
O médico aposentado trabalhou a vida toda como infectologista e foi presidente do conselho da Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial. Ele foi amarrado de maneira agressiva pelo grupo e ainda amordaçado. A causa da morte ainda está sendo investigada pelos peritos.
Os suspeitos Wesley e Gildeson já têm passagem pela polícia por roubo e formação de quadrilha. Eles são procurados por latrocínio — quando há morte no momento do assalto. A pena para este crime varia de 20 a 30 anos de cadeia.
Vagner, preso nesta manhã, irá cumprir prisão temporária de 30 dias. O caso foi registrado no 78° DP (Jardins).














