Polícia procura advogado envolvido em briga por herança milionária
Quantia de R$ 4 milhões foi alvo de disputa por irmãos engenheiros, em Osasco, na Grande SP. Marcelo Perrela, de 42 anos, foi morto em emboscada
São Paulo|Plínio Aguiar, do R7, com Record TV

Uma briga por uma herança de R$ 4 milhões deixou um irmão morto, outro preso e um advogado procurado pela Justiça. O caso ocorreu em abril do ano passado, em Osasco, município da região metropolitana de São Paulo.
Imagens da câmera de segurança de um cruzamento em Osasco registraram a ação, ocorrida no dia 21 de abril de 2018. O advogado Danilo Salgado Katchvartanian é dono do veículo que guardou lugar para o atirador estacionar. Minutos depois, o homem sai do carro e atira contra um casal — os disparos atingem Marcelo Perrela, de 42 anos, e a mulher dele. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu.
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Questionada sobre o autor do crime, a mulher sobrevivente disse que era o irmão de seu marido. “Eu não tinha dúvidas de onde partiu aquilo (tiros), porque não foi um assalto. Era uma perseguição constante, então já tinha plena certeza”, contou.
A Polícia Civil aponta Emilio Perrela, de 46 anos, como mandante do crime. A justificativa seria a herança de R$ 4 milhões deixa pelo pai — o advogado que escreveu o inventário é o mesmo que guardou lugar na rua para o atirador. “Ele está afrontando a Justiça. Para nós, é questão de honra prendê-lo e colocá-lo no lugar onde ele merece estar”, afirma o chefe da investigação Carlos Alberto Ramos.
O advogado Katchvartanian chegou a assumir a defesa do irmão apontado como mandante do crime.
Até o momento, quatro pessoas foram presas: um sargento da PM contratado para a realização do crime, um cúmplice, o atirador, e Emilio, irmão da vítima. Este último, por sua vez, nega envolvimento. Em depoimento à polícia, o sargento informou que recebeu R$ 17 mil, além de ter contratado mais duas pessoas – o atirador e o cúmplice.
O advogado é o único que está foragido. Ele deixou para trás a esposa e duas filhas e continua ativo na profissão mesmo após o crime, uma vez que movimentou um processo na área civil no dia 9 de março deste ano. Procurada, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) disse que sempre que notificada possível infração ou crime, instaura processo administrativo e determina advertência ou suspensão da atividade profissional.















