São Paulo Polícia tenta identificar quem incendiou estátua de Borba Gato

Polícia tenta identificar quem incendiou estátua de Borba Gato

Monumento de 13 metros foi incendiado na tarde deste sábado (24) na capital paulista; não houve registro de feridos

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

GABRIEL SCHLICKMANN/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDO

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo está em busca de imagens para identificar os manifestantes que, neste sábado (24), atearam fogo na estátua do bandeirante Manuel de Borba Gato, localizada na praça Praça Augusto Tortorelo de Araújo, no bairro de Santo Amaro, zona sul da capital paulista.

Uma equipe do Departamento do Patrimônio Histórico da prefeitura vistoriou o local, mas somente após a limpeza do monumento será possível dizer se houve danos à estrutura. A Guarda Metropolitana informou que vai aumentar as rondas na região.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 20 pessoas atearam fogo em pneus colocados na base do monumento.

O "Revolução Periférica" assumiu a autoria do incêndio. Imagens publicadas nas redes sociais mostram o momento em que uma faixa do grupo é exibida diante do monumento em chamas.

Quem foi Borba Gato

Borba Gato fez parte de um grupo que fazia incursões no interior do Brasil e perseguia povos indígenas no período colonial. Não eram, contudo, conhecidos como "bandeirantes" durante a época em que atuaram.

A historiadora Iris Kantor, professora de historiografia colonial na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), reforça que o termo foi cunhado por historiadores contemporâneos como Affonso Taunay, que dirigiu o Museu Paulista a partir de 1917. Até então, eram conhecidos apenas como "paulistas" ou sertanistas.

O monumento de concreto de cerca de 13 metros foi inaugurado em 1957 e já foi alvo de outros atos de protesto. Em setembro de 2016, a obra foi pintada com tintas coloridas, assim como o Monumento às Bandeiras, no Parque do Ibirapuera.

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