Policiais são afastados das atividades nas ruas após espancamento e morte de mecânico
Homem morreu em decorrência de hemorragia interna provocada por agente contundente
São Paulo|Giorgia Cavicchioli, do R7

Os policiais militares que participaram da ocorrência que resultou na morte do mecânico Eduardo Alves dos Santos, de 42 anos, no dia 16 de janeiro em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo, foram afastados das atividades nas ruas até a conclusão das investigações sobre o caso.
Por meio de nota a SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) informou que a Corregedoria da PM assumiu o inquérito policial militar para apurar o caso e tomou a decisão do afastamento dos policiais.
De acordo com a declaração de óbito do homem, ele morreu em decorrência de uma hemorragia interna traumática causada por um agente contundente depois de ser agredido pelo policial militar Adriano Soares de Araújo.
No dia da morte de Santos, a mulher dele tinha chamado a polícia para ajudar em sua saída de casa. Ela tinha decidido deixar o marido por conta dos problemas que ele tinha com alcoolismo. Porém, ao chegar no local, o policial agrediu o homem e chegou a ir até a viatura para buscar um cassetete e continuar as agressões.
A mulher da vítima afirmou, durante depoimento, que o outro policial não teria participado do espancamento e ainda teria pedido para que o colega parasse as agressões.
A violência teria acontecido porque o mecânico se desequilibrou depois de um empurrão que levou do PM e acabou puxando e rasgando a farda do policial que ficou revoltado com a situação e começou as agressões.
Ainda de acordo com a SSP, outro inquérito segue em andamento na delegacia de Itapevi. Foi lá que o mecânico morreu, segundo a mulher dele. Depois de sofrer com as agressões, ele foi levado para o local e começou a convulsionar. A viúva diz que ele não recebeu atendimento e que a situação de saúde dele foi minimizada pelos profissionais do local. A conduta dos policiais que registraram a ocorrência também está sendo investigada e a Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso.













