São Paulo Polícias de SP e RS fazem operação conjunta contra fraudes tributárias

Polícias de SP e RS fazem operação conjunta contra fraudes tributárias

Segundo a polícia, empresa vendia falsas compensações para outras empresas que teriam dívidas com a Receita Federal

  • São Paulo | Edilson Muniz, da Agência Record

A Polícia Civil de SP e a do RS fazem operação conjunta contra fraudes tributárias

A Polícia Civil de SP e a do RS fazem operação conjunta contra fraudes tributárias

Reprodução / Record TV

A Polícia Civil de São Paulo realiza uma operação conjunta com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul para cumprir mandados em endereços ligados a uma empresa suspeita de vender falsas compensações tributárias a outras empresas que teriam dívidas com a Receita Federal.

A operação recebeu o nome de Junk Bonds e tem o objetivo de cumprir 11 mandados de busca e apreensão, nove deles em São Paulo, um em Santa Catarina e um no Rio Grande do Sul.

A Justiça autorizou o bloqueio de bens dos investigados e a apreensão de veículos. Cerca de 40 agentes se reuniram na sede do Dope, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, para dar início à ação nos três estados simultaneamente.

A ação é coordenada pela Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e conta com apoio da Divisão de Capturas, do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) e do GER (Grupo Especial de Reação), os três pertencentes ao Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas).

Esquema

Segundo levantamento dos investigadores, a empresa se dizia detentora de créditos junto ao Ministério da Fazenda e vendia a transferência desses créditos para compensar dívidas com a Receita Federal.

De acordo com o exemplo dado pela Polícia Civil gaúcha, a empresa dizia que tinha R$ 100 mil em créditos e oferecia a venda por cerca de R$ 70 mil para fazer a transferência. Os créditos seriam utilizados para abater dívidas com a Receita Federal. Mas a operação é ilegal.

Ainda segundo as investigações, com as transações, duas empresas gaúchas chegaram a ter um prejuízo de cerca de R$ 3 milhões.

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