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Preso em São Paulo suspeito de atear fogo à estátua de Borba Gato

Mulher do suspeito também foi detida. Casal se apresentou nesta quarta-feira (28) ao  11º DP para prestar esclarecimentos

São Paulo|Do R7

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Grupo ateou fogo a estátua de Borba Gato, na zona sul de São Paulo, em 24 de julho
Grupo ateou fogo a estátua de Borba Gato, na zona sul de São Paulo, em 24 de julho

Um homem suspeito de atear fogo à estátua do bandeirante Borba Gato no último sábado (24) foi preso temporariamente em São Paulo no início da tarde desta quarta-feira (28).

Em publicação nas redes sociais, a defesa informa que Paulo Lima se apresentou espontanamente ao 11º DP (Santo Amaro), na zona sul da capital, por volta das 13h e, em seguida, sua prisão temporária foi decretada.

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De acordo com a publicação, o mandado de busca e apreensão para a residência de Paulo foi expedido para o local errado e ele apresentou o endereço correto, autorizando a entrada da polícia. 

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A mulher de Galo, Gessica, que foi à delegacia com o marido para colaborar com as investigações também teve prisão temporária decretada. De acordo com a defesa, Gessica não participou do ato e tem uma filha de 3 anos com Paulo.

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Sobre a motivação do protesto, Paulo afirmou que se tratou de abrir o debate sobre a presença do monumento na cidade. "Para aqueles que dizem que a gente precisa ir por meios democráticos, o objetivo do ato foi abrir o debate. Agora, as pessoas decidem se elas querem uma estátua de 13 metros de altura de um genocida e abusador de mulheres", comentou.

A defesa de Paulo informou ainda que, além dele, Danilo Oliveira (Biu), compareceu de forma espontânea para auxiliar nas investigações e assumir a participação no ato.

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O caso

A estátua do bandeirante, localizada na praça Praça Augusto Tortorelo de Araújo, em Santo Amaro, foi incendiada no começo da tarde de sábado (24).

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 20 pessoas atearam fogo em pneus colocados na base do monumento. O Revolução Periférica assumiu a autoria do incêndio. Imagens publicadas nas redes sociais mostram o momento em que uma faixa do grupo é exibida diante das chamas.

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Os bombeiros foram acionados e controlaram o fogo cerca de 10 minutos após o início do incêndio. Quando a polícia chegou, os manifestantes já tinham deixado o local. Não houve feridos.

A estátua do bandeirante continua de pé, mas houve danos à estrutura. O monumento de concreto de cerca de 13 metros foi inaugurado em 1963 e já foi alvo de outros protestos. Em setembro de 2016, a obra foi pintada com tintas coloridas, assim como o Monumento às Bandeiras, no Parque do Ibirapuera.

Borba Gato fez parte de um grupo que fazia incursões no interior do Brasil e perseguia povos indígenas no período colonial. Não eram, contudo, conhecidos como bandeirantes durante a época em que atuaram. Até então, eram chamados de paulistas ou sertanistas.

Suspeito solto

Um outro suspeito de participação no protesto chegou a ser preso e teve liberdade provisória concedida após recurso da Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Thiago Vieira Zem, de 35 anos deixou a carceragem do 101° DP, no Jardim das Imbuias, durante a tarde deste domingo (25).

Comerciante, Thiago foi preso em sua casa em Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana de São Paulo. Ele é apontado como o motorista da van que conduziu as pessoas que atearam fogo à estátua, e alega ter sido contratado para levar os pneus.

Quando chegaram no local, outros manifestantes já os esperavam. Após descarregarem o caminhão, Thiago saiu do local.

A Polícia Civil registrou o caso como incêndio e dano qualificado. A adulteração da placa do caminhão também foi apontada como crime. 

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