São Paulo Presos integrantes do PCC fazem rebelião em cadeia no Paraguai

Presos integrantes do PCC fazem rebelião em cadeia no Paraguai

De acordo com informações do jornal La Nación, grupo fez agentes penitenciários de refém, tomou o controle da unidade e tentou fugir

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 Centro de Reabilitação Social de Itapúa, no Paraguai

Centro de Reabilitação Social de Itapúa, no Paraguai

Reprodução/Facebook

Presos que fazem parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, que age nos presídios, fizeram uma rebelição e assumiram o controle do Centro de Reabilitação Social de Itapúa, no Paraguai, segundo informações do jornal paraguaio La Nación.

Outros presos e agentes penitenciários foram ameaçados e feitos reféns, de acordo com o jornal. Entre eles, o chefe de segurança do centro, que fica no distirto de Cambyretá.

As primeiras informações indicam que houve disparos dentro do presídio e que um funcionário foi feito refém pelos criminosos. Três integrantes do PCC teriam fugido. A polícia teria cercado o veículo em que eles escaparam. 

O ministro do Interior, Juan Ernesto Villamayor, confirmou a rebelião e afirmou que a polícia já está buscando os três homens que escaparam da prisão.

Uma gravação de áudio divulgada pelas redes sociais pedia ajuda para conter o ataque. Em outro áudio, um dos agentes penitenciários pede a assistência imediata de oficiais da área de Encarnación, pois um dos companheiros foi ferido com uma faca.

Principal grupo criminoso do Brasil, o PCC tem grande atuação no Paraguai e disputa áreas com o Comando Vermelho. O governo paraguaio calcula que 400 integrantes dos dois grupos estão cumprindo condenação nas prisões do país.

O grande número de criminosos brasileiros nas penitenciárias paraguaias fez o governo do país buscar formas de acelerar os processos de extradição dos integrantes das duas quadrilhas ao Brasil.

O processo de expulsão de presos começou a ganhar mais celeridade em novembro de 2018, quando o Paraguai expulsou o traficante brasileiro Marcelo Piloto, do Comando Vermelho, após ele assassinar uma jovem que o visitou em sua cela para evitar a extradição.