Professores protestam contra volta às aulas presenciais no estado de SP

Profissionais da rede pública alegam que as escolas não possuem estrutura suficiente para seguir os protocolos sugeridos pelo governo

Mais de 200 veículos partiram do Estádio do Morumbi rumo ao Palácio dos Bandeirantes

Mais de 200 veículos partiram do Estádio do Morumbi rumo ao Palácio dos Bandeirantes

Reprodução/ Google Streets

Professores da rede pública estadual de São Paulo realizaram uma manifestação contra a volta às aulas presenciais, prevista para acontecer no dia 8 de setembro. A carreata, que ocorreu na manhã desta quarta-feira (29), também pedia pagamento de auxílio emergencial aos educadores.

O ato foi organizado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Para evitar aglomeração, a maioria dos professores permaneceu dentro dos carros durante o trajeto. De acordo com os organizadores, 260 veículos partiram do Estádio do Morumbi e seguiram até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo.
Os carros tinham adesivos ou bandeiras com palavras de ordem como "em defesa da vida" e "salário e auxílio emergencial já".

A presidente da Apeoesp e deputada estadual, Professora Bebel (PT), justificou que as escolas não têm estrutura para seguir o protocolo sugerido pelo governo estadual. Para reabertura, todas as regiões do Estado têm de estar na fase amarela por 28 dias.

"A estrutura das escolas é precária. Muitas vezes, não possuem ventilação adequada e têm salas improvisadas. Existem escolas inteiras precisando de reforma. Tem escola que não conta sequer com uma pia nos banheiros, e muito menos papel higiênico. Como falar em protocolo de segurança?", afirma ela.

"Cobraremos do governo que cumpra o compromisso do secretário da Educação de enviar em regime de urgência à Assembleia Legislativa projeto para criar o auxílio emergencial, assim como o projeto para nova forma de contratação dos professores substitutos na rede estadual de ensino, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal decretou a inconstitucionalidade da forma atual de contratação (lei complementar 1093/2009)."