Rebeliões em SP teriam acontecido por causa da suspensão de saidinha

SAP-SP afirma que cancelou saída temporária que aconteceria nesta terça-feira (17) para evitar propagação de coronavírus

Presos de Mongaguá em fuga

Presos de Mongaguá em fuga

Reprodução

A SAP-SP (Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo) afirma que a suspensão da saída temporária prevista para esta terça-feira (17) foi o que causou rebeliões e fuga em presídios paulistas nesta segunda-feira (16).

Exclusivo: há um mês, presos relataram problemas em Mongaguá

Por meio de nota, a pasta confirmou que os CPPs (Centros de Progressão Penitenciária) de Mongaguá, Tremembé e Porto Feliz, e a ala de semiaberto da Penitenciária II de Mirandópolis tiveram "insubordinações".

O CPP de Mongaguá registrou dezenas de fugas de presos. Segundo a administração penitenciária paulista, 82 presos já foram recapturados na noite desta segunda-feira. Ainda conforme a SAP-SP, somente o presídio de Porto Feliz ainda não tem a situação controlada.

A secretaria afirma que o GIR (Grupo de Intervenção Rápida) e a Polícia Militar foram acionados para controlar a situação. A pasta ainda realiza a contagem para determinar o número exato de fugitivos.

Ainda conforme a SAP-SP, a suspensão das saidinhas aconteceram como forma de previnir a propagação do coronavírus.

"A medida foi necessária pois o benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto que, retornando ao cárcere, teriam elevado potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados".

Na última quarta-feira (11), presos já haviam iniciado um movimento nos presídios de São Paulo, recusando a sair das unidades prisionais para idas em fóruns.

Na ocasião, eles haviam informado agentes penitenciários que estavam protestando por causa da má alimentação, falta de remédios e maus-tratos aos presos da Penitenciária Federal de Brasília — que concentra nomes supostamente da liderança da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), incluindo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, suposto número um.