‘Risco é grande’, diz especialista sobre drone na área de decolagem do aeroporto de Guarulhos
Aeronave com destino a Lisboa interrompeu voo por risco de colisão com drone
São Paulo|Do R7, com RECORD NEWS
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Um incidente no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, resultou na interrupção da decolagem de um voo para Lisboa após a detecção de um drone próximo à pista.
Em entrevista ao Hora News desta segunda-feira (16), o professor James Waterhouse, do Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP (Universidade de São Paulo), esclareceu que os passageiros não correram riscos imediatos, mas, destacou que uma colisão entre o avião e um drone poderia ter consequências graves.

Manobras como essa geram custos altos para as companhias aéreas. “O risco teria ocorrido se o avião tivesse decolado de fato e impactado com um drone, principalmente nos motores do avião. No entanto, uma decolagem abortada, embora não implique em risco, ela implica em custos muito grandes, porque, em geral, o desgaste dos pneus e dos freios é muito elevado”, explica.
Segundo ele, “a operação de drones à volta de aeroportos é uma coisa extremamente proibida”. Apesar disso, incidentes semelhantes já ocorreram anteriormente em Guarulhos.
O professor também destaca os perigos associados aos drones quando operados de forma irresponsável perto das rotas aéreas. “O risco é grande. [...] Isso significa também um custo grande a todos os passageiros. Mas o Brasil é um país conhecido por esse tipo de problema. Então você tem drones, você tem balões e você tem pipas com cerol. Todas elas significam um risco relativamente grande para aviões comerciais”, comenta.
Sobre as penalizações, Waterhouse explica que por ser perto do aeroporto, o responsável deve ser responsabilizado. “Isso pode ter penas relativamente elevadas dependendo da denúncia oferecida. Mas o fato é que existe a regulação, existe a proibição e insistir em alguma coisa que é proibida e se sabendo que é proibida e que significa risco às pessoas é um crime grave. É como um crime doloso, não só culposo, mas doloso também quando você tem a ciência dos riscos que você está colocando a aviação”, finaliza.
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