‘Se não é narcoestado, estamos a poucos passos’, diz juiz que ordenou prisão de delegada
Empossada em dezembro de 2025, Layla Ayub teria um relacionamento amoroso com um integrante da facção
São Paulo|Do Estadão Conteúdo
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O juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital, determinou a prisão da delegada Layla Lima Ayub após investigações apontarem o envolvimento dela com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Na decisão, que atendeu a uma representação do delegado Kleber de Oliveira Granja, da Divisão de Crimes Funcionais da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, o magistrado alerta que a contaminação do crime organizado no país já classifica o Brasil como um “narcoestado”.
O termo é quando a Administração Pública passa a ser dominada por facções criminosas, dedicadas primordialmente ao tráfico de drogas, e com uma complexidade estrutural e financeira com a qual os governos não conseguem ou sabem lidar.
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“De fato, se comprovado que o PCC arregimentou a investigada para passar em um concurso público de delegada de Polícia, sobretudo no Estado mais populoso e com o maior quadro de policiais do País, pode-se afirmar, sem qualquer dúvida, que, se já não nos tornamos um narcoestado, estamos a poucos passos disso.”
Ex-policial militar no Espírito Santo, Layla Ayub teria um relacionamento amoroso com um integrante do PCC no Pará, identificado como Jardel Neto Pereira da Cruz, o ‘Dedel’.
No dia 28 de dezembro, já no cargo de delegada, ela teria atuado de forma irregular como advogada em uma audiência de custódia em Marabá, com o objetivo de obter a soltura de um integrante da facção na cidade.
Empossada em evento no Palácio dos Bandeirantes no dia 19 de dezembro, Layla foi detida, nesta sexta-feira (16), em uma casa alugada na zona oeste da capital paulista.
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