São Paulo Seis advogados são condenados pelo TJ-SP por ligação com o PCC

Seis advogados são condenados pelo TJ-SP por ligação com o PCC

Um dos réus foi absolvido por falta de provas que confirmassem a ligação

Seis advogados são condenados pelo TJ-SP por ligação com o PCC

Ação da polícia na Operação Ethos, deflagrada em 2016

Ação da polícia na Operação Ethos, deflagrada em 2016

Denny Cesare/22.11.2016/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) condenou mais seis advogados membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) nesta quinta-feira (23). A decisão foi assinada pelo juiz Gabriel Medeiros.

De acordo com o documento, Fábio Moreno de Paula, Tábita Pereira Rocha, José Luiz Correa Menezes, Ana Cristina Romam Passarelli e Elton Rodrigo Martins Betim foram condenados a oito anos e nove meses de prisão em regime fechado. Já Carlusia Sousa Brito foi condenada a 10 anos e seis meses de reclusão em regime fechado. O réu Rogério de Azevedo foi absolvido das acusações.

Segundo a decisão, eles foram condenados por integrar a organização criminosa e por se fazerem valer da profissão para ajudar membros do PCC. Eles seriam responsáveis por comprarem agentes do Estado e por levantar dados de agentes públicos para que a organização criminosa pudesse cometer atentados contra eles.

Os réus fazem parte, segundo o TJ, da “Sintonia dos Gravatas” ou “cédula R” e são pagos mensalmente pelo PCC com dinheiro proveniente do tráfico de drogas, "cebola" (mensalidade dos integrantes) e sorteios, entre outros crimes realizados pela facção.

O advogado Rogério Azevedo foi absolvido por falta de provas que pudessem confirmar o fato de ele fazer parte da organização criminosa.

O R7 tentou contato com o advogado dos condenados por meio do telefone do escritório que consta no OAB-SP, mas não obteve resposta.

A Operação Ethos foi realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) para investigar advogados suspeitos de integrar o PCC em novembro de 2016.

Em junho, a Justiça paulista condenou o ex-vice-presidente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoas Humana) Luiz Carlos dos Santos por integrar a organização criminosa e corrupção passiva. Ele foi condenado a 16 anos e cinco meses de prisão, além do pagamento de 44 dias-multas (valor unitário a ser pago pelo réu a cada dia de multa determinado pelo magistrado), cada uma fixada em um salário-mínimo.