São Paulo Shows de Réveillon na cidade de SP são suspeitos de irregularidades

Shows de Réveillon na cidade de SP são suspeitos de irregularidades

Documentos obtidos pela Record TV revelam que não há certeza sobre a realização dos shows que deveriam acontecer via internet

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Contratos de shows da virada em SP são suspeitos de conter irregularidades

Contratos de shows da virada em SP são suspeitos de conter irregularidades

Reprodução/Record TV

Os contratos firmados pela Prefeitura de São Paulo com pelo menos 60 artistas e bandas para a festa do Réveillon deste ano na cidade são suspeitos de irregularidades. Conforme apurou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV, as apresentações aconteceriam por transmissões via internet no dia 31 de dezembro, em razão da pandemia do novo coronavírus, mas não há certeza da realização dos shows.

Os documentos publicados no Diário Oficial da cidade de São Paulo mostram os acordos firmados. Em cinco contratos, que totalizam R$ 481 mil, há indícios de irregularidades.

No primeiro acordo, foram gastos R$ 55 mil para o pagamento de 11 apresentações. Mas, não há registro dos shows na internet.

Estranhamente, uma transmissão da Banda Homens Quebrando Tabus, que foi ao ar no dia 31 de dezembro de 2020, é a mesma exibida em uma live do grupo no mês de agosto do ano passado.

Já no segundo documento, que também abrangia 11 eventos, foram gastos mais R$ 60 mil. No entanto, somente quatro apresentações podem ser vistas na internet; outras sete não têm registros ou gravações.

O terceiro contrato, firmado por R$ 125 mil, previa a exibição de 25 bandas. Porém, 16 exibições ao vivo foram encontradas; um artista exibiu um vídeo gravado. Pelo quarto acordo, a prefeitura paulistana pagou R$ 90 mil por dez apresentações. Mas, apenas três foram realizadas.

O quinto e último contrato foi o mais caro para os cofres do município. Custou R$ 151 mil e envolveu nomes conhecidos do público, como o do cantor Supla. As exibições artísticas deveriam acontecer na virada do ano, mas foram adiadas sem explicação — os eventos foram realizados no fim de janeiro.

A especialista em direito público Vera Chemim explica que contratação de eventos culturais dispensa a licitação formal, mas ressalta que a prestação de contas deveria ser mais transparente.

"A legislação já prevê, essa fiscalização pelo menos em tese deveria ser efetiva, sobre qualquer contratação e o andamento dessa contratação e a continuidade".

Segundo a especialista, caso seja costatado um ato administrativo irregular, pode ser enquadrado como improbidade administrativa.

Outro lado

A Prefeitura de São Paulo foi procurada pela produção da Record TV para comentar as suspeitas de irregularidades nos shows contratados para a festa da virada de 2020 na cidade, mas não respondeu.

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