São Paulo SP: Funcionárias responsáveis por merenda escolar entram em greve

SP: Funcionárias responsáveis por merenda escolar entram em greve

Trabalhadoras protestam contra atraso nos salários. Prefeitura diz que contrato com terceirizada será rescindido se situação persistir

  • São Paulo | Laura Augusta, da Agência Record*

Greve de funcionárias terceirizadas começou nesta quarta-feira (17)

Greve de funcionárias terceirizadas começou nesta quarta-feira (17)

Rreproduçã/Site Secretaria do Estado da Educação de SP

Funcionárias terceirizadas responsáveis pela merenda escolar da rede municipal de São Paulo entraram em greve nesta quarta-feira (17), e reivindicam salários atrasados.

Uma imagem que circula nas redes sociais mostra um texto que supostamente teria sido encaminhado pela direção das escolas avisando os responsáveis pelos estudantes sobre a interrupção das aulas devido a falta de merenda e recomendando que os alunos fiquem em aulas remotas.

De acordo com a mensagem, funcionárias da empresa terceirizada Singular entraram em greve por falta de salários e descumprimento de protocolos por parte da empresa.

Através das mídias sociais, Silvia Ferraro (PSOL), vereadora eleita em São Paulo, se posicionou e pediu por ações da SME  (Secretaria Municipal da Educação). Ela afirma que desde agosto as funcionárias não recebem o vale-alimentação, além de estarem com os salários atrasados.

Por meio de nota, a pasta informou que, caso a situação continue, o contrato com a Singular deve ser rescindido e que a empresa foi notificada e será multada.

De acordo com a SME, a segunda empresa envolvida na questão, a Milano, está com os pagamentos em dia, e deve retornar com os atendimentos às escolas.

A reportagem tentou entrar em contato com a empresa Singular, por telefone e por e-mail, contudo, não tivemos retorno.

Nota SME

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), informa que notificou a empresa Singular por descumprimento de contrato. A empresa será multada por não cumprir as cláusulas contratuais e caso a situação perdure, haverá rescisão de contrato juntamente com a convocação da segunda colocada da licitação para assumir o atendimento.

Sobre a empresa Milano, os pagamentos para a mesma estão em dia e a Pasta já a acionou para que regularize a situação dos funcionários. Caso não haja regularização, a mesma será notificada e penalizada.

A SME conta com o compromisso das prestadoras de serviço com os estudantes para que não haja interrupção no fornecimento de alimentação. Os estudantes seguirão com recebimento de merenda não manipulada.

Nota vereadora Silvia Ferraro

Hoje várias escolas de SP amanheceram sem aulas. Motivo: as merendeiras entraram em greve porque estão com os salários atrasados e há 3 meses não recebem o vale alimentação! Essa é a consequência da terceirização dos serviços públicos! Estamos cobrando providências da SME!

Recebi a denúncia que em várias escolas do município de SP, as trabalhadoras que garantem a merenda estão com os salários atrasados desde o dia 05 de novembro e estão sem receber o vale alimentação há 3 meses! Estamos oficiando a Secretaria da Educação por este absurdo!

*Estagiária, sob supervisão de Mariana Rosetti

Últimas