São Paulo SP: suspeita de atear fogo e matar o próprio pai é procurada pela polícia

SP: suspeita de atear fogo e matar o próprio pai é procurada pela polícia

Justiça decretou prisão temporária de mulher de 41 anos, que contou à família há 11 ter sofrido abusos do pai na adolescência

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Aparecido morreu aos 65 anos

Aparecido morreu aos 65 anos

Reprodução/Record TV

Uma mulher de 41 anos é procurada pela polícia sob suspeita de ter ateado fogo ao corpo do próprio pai, de 65, e provocado a morte dele na cidade de Embu Guaçu, na Grande São Paulo. O crime ocorreu na última sexta-feira (9).

A Justiça decretou a prisão temporária de Cláudia. Aos 30 anos, ela revelou para a família que durante a adolescência teria foi abusada pelo pai, Aparecido. Apesar dos traumas, ela o ajudava e avisou para os irmãos que viria de Manaus para visitá-lo.  Aparecido estava internado numa clínica de reabilitação há cinco anos.

Um dos fundadores da clínica, aberta há 14 anos, disse que esta foi a terceira visita de Cláudia ao pai. Na visita anterior, ele conta que ela tratou Aparecido com carinho. "Ela sempre foi amorosa. Abraçava, beijava, ficava com o pai no cantinho dela", decreve Cristiano. Nesta visita, ela quis levar o pai para a casa dela, mas o irmão não autorizou. Aparecido foi receptivo à ideia de viver ao lado da filha. "O pai gostou. A gente entrou com pedido da aposentadoria dele, tava pra sair agora. Ele falou que o sonho dele era se aposentar e morar com a filha."



Antes de embarcar, Cláudia mandou uma mensagem para o irmão perguntando se ele já havia visto o filme "Doce Vingança", que fala da história de uma mulher que se vingou dos homens que abusaram dela.

Assim que chegou a São Paulo, Cláudia foi até a clínica. Ela teria chamado o pai para dar uma volta em uma trilha. Durante o passeio, teria ateado fogo em Aparecido, que não resistiu aos ferimentos.



A Polícia Civil já ouviu dez depoimentos sobre o caso. Nesta quarta-feira (14), a expectativa é pelo depoimento da mãe de Cláudia. Tudo indica que a filha esteve na casa da mãe quando desembarcou em São Paulo. A polícia quer saber se a mãe sabe do paradeiro da filha.

Os investigadores também apuram se ela recebeu ajuda de outras pessoas para praticar o crime. A polícia já sabe que ela pediu dinheiro emprestado a um ex-namorado de Sâo Paulo para conseguir pagar a passagem e chegou a devolver o dinheiro. O rapaz foi ouvido pela polícia nesta manhã.

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