São Paulo Time do coração de Covas, Santos decreta luto de sete dias

Time do coração de Covas, Santos decreta luto de sete dias

Prefeito chegou a ser criticado ao participar da final da Libertadores entre Palmeiras e Santos, no Maracanã, com o filho

  • São Paulo | Do R7

Bruno Covas e o filho Tomás, torcedores do Santos

Bruno Covas e o filho Tomás, torcedores do Santos

Reprodução

O Santos FC decretou luto oficial de sete dias para homenagear o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, torcedor do clube, assim como o seu filho Tomás, de 15. Em nota oficial, o clube lamentou a morte do prefeito de São Paulo.

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“Perdemos um batalhador, um homem que lutava pela comunidade. Nos deixa muito cedo. Um santista que nos encheu de orgulho, assim como o seu avô Mário Covas. Nos solidarizamos com a dor da família e expressamos nossos mais profundos votos de pesar”, afirma Andres Rueda, presidente do Santos FC, em nota.

Na última final da Libertadores, entre Santos e Palmeiras, em 30 de janeiro deste ano, Bruno e Tomás foram ao Maracanã, e o prefeito foi muito criticado nas redes sociais por comparecer a um evento fechado ao público em meio à pandemia de covid-19 e a tratamento oncológico. 

Por meio das redes sociais, ele se defendeu e disse que teve que pagar um preço alto para ter um momento com o filho diante das 'incertezas da vida'. Veja a mensagem que Covas postou: 

"Depois de 24 sessões de radioterapia meus médicos me recomendaram 10 dias de licença para recuperar as energias. Isso foi ate´ a ultima quinta (28/01). Resolvi tirar mais 3 dias de licença não remunerada para aproveitar uns dias com meu filho. Fomos ver a final da libertadores da América no Maracanã, um sonho nosso. Respeitamos todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias do RJ. Mas a lacração da Internet resolveu pegar pesado. Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. E usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal. Todos dentro do estádio poderiam estar lá´. Menos eu. Quando decidi ir ao jogo tinha ciência que sofreria criticas. Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila."

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