Trânsito flui bem após protesto de caminhoneiros em rodovia em SP
Divisão dos motoristas em relação a uma nova greve a partir desta segunda-feira (10), no entanto, pode enfraquecer o movimento
São Paulo|Plínio Aguiar, do R7*

Após registrar pelo menos três pontos de bloqueios feitos por caminhoneiros na madrugada desta segunda-feira (10) na rodovia Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, o trânsito flui bem no período da manhã no Estado paulista.
De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), cerca de 100 caminhoneiros bloquearam o km 92 da via, na altura de Pindamonhangaba, às 0h40. Os manifestantes não estavam obrigando os demais motoristas de caminhão a parar e participar do ato, informou o órgão, que atuou e liberou a pista às 1h28. No entanto, os caminhoneiros foram manifestar na lateral da rodovia, no acostamento e em posto de gasolina. Os manifestantes ficaram no local até 5h45.
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No km 162, dez manifestantes interditaram a região, às 2h15, na altura do município de Jacareí. Há registro de uma confusão em que um motorista teve seu veículo apedrejado, mas ele não foi atingido e passa bem. Cerca de duas horas depois, houve desmobilização dos manifestantes — muitos dos caminhoneiros saíram escoltados pela PRF.
O órgão relatou bloqueio também no km 159. Pela manhã, os caminhoneiros já tinham dispersado e liberado a via.
A CCR Nova Dutra, concessionária que administra a via, registrou um ponto de bloqueio na manhã desta segunda. Caminhoneiros interditam a faixa da direita no km 275, em Barra Mansa (RJ) — a faixa da esquerda está liberada e a PRF trabalha no local para liberação total da via. Não há número de manifestantes. Motoristas também protestam na altura do km 290, segundo a PRF. Os manifestantes estão parados no pátio de posto de serviços.
Porto de Santos
Nesta segunda-feira (10), entre meia-noite e 8h, entre 15 e 20 motoristas de caminhão se concentraram na rotatória da Av. Augusto Barata, a chamada reta da Alemoa, entrada do Porto de Santos (SP). A PM e a Guarda Portuária foram ao local, mantiveram a regularidade do trânsito e não chegou a haver transtorno no fluxo de caminhões.
Pouco depois das 8h, os motoristas se retiraram da área e o fluxo permaneceu normal. "Não houve prejuízos ao trânsito, foi uma manifestação pacífica, e sem bloqueio", informa a assessoria da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

Enfraquecimento
A divisão dos caminhoneiros em relação a uma nova greve a partir desta segunda-feira (10) pode enfraquecer o movimento. Ao contrário do que ocorreu em maio, quando a paralisação começou com apoio da população e até das empresas de agronegócio e transportadores por causa do aumento do preço de combustíveis, desta vez a categoria pode ter um movimento isolado, pautado pela decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux. Na semana passada, ele suspendeu a aplicação de multas para quem descumprir a tabela de preço mínimo de frete.
Os motoristas estão reticentes quanto à efetividade da greve neste momento e discutem os prós e contras, em grupos de WhatsApp. Entre aqueles contrários, o argumento é que o período é de pouca carga e que a safra ainda não começou. Ou seja, uma greve agora teria pouco efeito no dia a dia das empresas e na economia.
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Outros caminhoneiros entendem que deixar passar em branco o revés sofrido com a decisão do STF pode demonstrar fraqueza do grupo, já que a sentença tem sido vista como uma grande derrota dos motoristas. Para eles, a paralisação é a única solução.
São Paulo
Em São Paulo, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 63 km de congestionamento, às 7h. Os motoristas que trafegam pela região da zona leste, local onde se chega na capital paulista pela rodovia Dutra, tinha 15 km de lentidão. O órgão informou, ainda, que as zonas sul, norte, oeste e centro registravam, respectivamente, 20, 8, 24, e 8 km de engarrafamento.
*Com informações da Agência Estado















