São Paulo TRT aprova abertura de investigação contra o juiz Marcos Scalercio, acusado de assédio 

TRT aprova abertura de investigação contra o juiz Marcos Scalercio, acusado de assédio 

Conselho Nacional de Justiça também instaurou um Processo Administrativo Disciplinar contra o magistrado

Scalercio trabalhava como juiz substituto do TRT e professor de direito no cursinho Damásio

Scalercio trabalhava como juiz substituto do TRT e professor de direito no cursinho Damásio

Reprodução / Record TV

O TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) aprovou, nesta segunda-feira (13), a instauração do PAD (Processo Administrativo Disciplinar) para investigar o juiz Marcos Scalercio, denunciado por estupro e assédio por quase 100 vítimas. 

O PAD é uma investigação interna do órgão, que faz a apuração de possíveis atos ilícitos praticados por servidores. A advertência, a suspensão e até mesmo a demissão estão entre as penalidades, que podem ser aplicadas. 

"O magistrado está afastado das funções, por decisão do Conselho Nacional de Justiça, até o término do PAD que tramita naquele órgão. Sem prejuízo, o Tribunal Pleno também decidiu pelo afastamento cautelar do magistrado até decisão final do Processo Administrativo Disciplinar que correrá no âmbito deste Regional", informou o TRT-2 por nota.

O órgão também afirmou que "as apurações ocorrem em segredo de justiça, com acesso exclusivo às partes do procedimento, o que impossibilita a divulgação de detalhes a respeito das denúncias".

Scalercio também é investigado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Ele atuava como juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho e professor de direito material e processual do trabalho no curso preparatório Damásio Educacional. Ele já foi denunciado por quase cem mulheres, incluindo advogadas, juízas, bacharéis, alunas e estagiárias.

Segundo os relatos das vítimas, o magistrado agarrava-as e forçava beijos em espaços públicos e privados, como no Damásio e no próprio tribunal. Uma delas o denunciou após ter participado de uma reunião em vídeo em que o juiz estava completamente nu e se masturbava.

A defesa de Scalercio não foi localizada até a publicação da reportagem.

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