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Veja a foto: polícia acha suposto gêmeo de Cigarreiro, suspeito de mandar matar o delator do PCC

Dezenas de policiais estão nas ruas para prender Emílio Gongorra Castilho, suposto mentor do assassinato de Vinícius Gritzbach

São Paulo|Thaís Furlan, da RECORD

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Para polícia, Emílio Gongorra Castilho, o Cigarreiro (esquerda), é o mandante da morte de Gritzbach Montagem/Reprodução/RECORD

O R7 e a RECORD conseguiram a foto de Emílio de Carlos Gongorra Castilho, o Cigarreiro, suposto mandante do assassinato de Vinícius Gritzbach, delator do PCC. O crime ocorreu no dia 8 de novembro em plena luz do dia no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Durante as buscas nesta quinta-feira (13), a polícia localizou um homem idêntico a Cigarreiro. Trata-se do suposto irmão gêmeo. Desconfiados, os policiais levaram o homem para a delegacia para averiguação de digitais para ter a certeza de que ele é o irmão mesmo.


A ex-mulher, uma cunhada e o filho do suspeito de mandar matar o delator do PCC foram conduzidos ao distrito policial. Pessoas que trabalham para Cigarreira em negócios aparentemente lícitos, porém usados para lavagem de dinheiro, também foram levados. Eles não foram presos, pois não há mandados da Justiça.

Delator do PCC, Vinícius Gritzbach indicou policiais corruptos Reprodução/RECORD

Às 11h, ao menos cinco endereços ligados a Cigarreiro ainda eram alvos de buscas. A reportagem apurou que, apesar da grande movimentação de policiais, o suposto mandante da morte de Gritzbach está escondido no Rio de Janeiro, especificamente na comunidade da Rocinha, dominada pelo tráfico.


O comparsa Kauê Amaral Coelho, que supostamente foi olheiro do PCC no dia do crime, está enfurnado no Complexo da Penha, na Vila Cruzeiro, também no Rio de Janeiro.

O R7 tenta contato com o advogado de Emílio de Carlos Gongorra Castilho, que ainda não foi localizado.


Cigarreiro é o suposto mentor do assassinato do delator do PCC no aeroporto de Guarulhos Reprodução/RECORD

Cigarreiro e o PCC

Apartamento na zona leste, avaliado em R$ 6 milhões e que seria de Cigarreiro, foi alvo de buscas Reprodução/Record

Desde as primeiras horas de hoje, uma megaoperação policial tenta pegar Emílio de Carlos Gongorra Castilho, o Cigarreiro. Ele é o suposto mandante do assassinato do empresário Vinícius Gritzbach na calçada do saguão do aeroporto de Guarulhos, o mais movimentado do país.

Na ocasião, um motorista de aplicativo, que nada tinha a ver com o acerto de contas, foi baleado e também morreu.


A polícia também executa ao menos 26 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a Cigarreiro. Um galpão, atribuído como de propriedade de Cigarreira, também é alvo da vistoria, que conta com cães farejadores.

As investigações indicam que o criminoso faz parte do núcleo do PCC, que tinha relação direta com Anselmo Santa Fausta, outro traficante de alta patente da quadrilha, morto a tiros em dezembro de 2021.

Vinícius Gritzbach foi preso por ter mandado matar Santa Fausta. O empresário teria investido em criptomoedas o dinheiro de Santa Fausta e de Cigarreiro.

O negócio teria dado errado, e Gritzbach passou a ser cobrado. A dívida dele ultrapassava R$ 100 milhões. Gritzbach chegou a ser sequestrado e levado ao tribunal do crime.

Imóveis de luxo, que seriam de Cigarreiro, estão na mira dos policiais Reprodução/Record

Segundo a polícia, o mandante do assassinato do empresário participou do “julgamento” de Gritzbach em 2022. Ele conseguiu escapar da morte ao prometer devolver o dinheiro, o que nunca aconteceu.

Cigarreiro e Gritzbach

Os investigadores da força-tarefa que apura o crime agora querem saber o valor que Cigarreiro desembolsou para PMs da ativa matarem o delator do PCC — essa é a principal linha de investigação das forças de segurança.

Dois policiais militares identificados como atiradores já haviam sido presos: o cabo Denis Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. O motorista do carro que teria levado ambos até o local, o tenente Fernando Genauro, também está detido no presídio militar Romão Gomes.

Os advogados Renato Soares do Nascimento e Mauro da Costa Ribas Junior, que defendem os três PMs, afirmam que seus clientes são inocentes e que, no processo penal, apresentarão provas documentais e testemunhais.

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