Logo R7.com
RecordPlus

Anvisa proíbe produtos à base de alulose, um tipo de adoçante; entenda

Alimentos sem histórico de consumo no país precisam passar por avaliação para aprovação

Saúde|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Anvisa proibiu a comercialização de produtos à base de alulose da empresa Sainte Marie Importação e Exportação.
  • A alulose não está na lista de substâncias autorizadas pela Anvisa para uso como adoçante no Brasil.
  • Embora a alulose tenha sido aprovada pela FDA nos EUA, no Brasil falta o processo de regularização do ingrediente.
  • A Anvisa classifica alimentos sem histórico de consumo no país como novos e exige avaliação técnica para liberação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alulose não passou pelo processo de regularização no Brasil Freepik/@jcomp

Na última segunda-feira (22), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou no Diário Oficial da União uma resolução que proíbe a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso de todos os lotes de produtos à base de alulose da empresa Sainte Marie Importação e Exportação.

A medida foi adotada porque a alulose não consta na lista de substâncias autorizadas pela Anvisa para uso como adoçante ou ingrediente alimentar no Brasil.


LEIA MAIS:

O que é a alulose

Segundo Tarcila Campos, nutricionista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a alulose pode ser encontrada naturalmente em alguns alimentos, como figo e uva. Trata-se de um tipo de açúcar semelhante à frutose, mas com diferenças químicas capazes de reduzir sua absorção pelo organismo.

“O mecanismo de ação é semelhante ao de outros adoçantes. Ela tem baixo valor calórico e estudos indicam pouco impacto sobre a glicose e a resposta insulínica”, explica. Daí por que passou a ser vista como alternativa ao açúcar comum.


“Há estudos que indicam um certo grau de segurança no consumo. Nos Estados Unidos, por exemplo, a FDA (Food and Drug Administration), agência semelhante à Anvisa, autoriza seu uso com base em estudos toxicológicos e clínicos”, afirma a especialista.

No Brasil, no entanto, não houve processo de regularização do ingrediente. “Talvez o produto não tenha sido submetido à aprovação ou não atendeu aos requisitos exigidos pela Anvisa para liberação”, esclarece.


A Anvisa informa que alimentos ou ingredientes sem histórico de consumo no País são classificados como novos e, por isso, devem passar pela avaliação da agência. Para isso, a empresa interessada precisa apresentar documentação técnico-científica para análise.

“Nessa avaliação, a Anvisa verifica se o processo de fabricação do novo alimento ou ingrediente não introduz ou concentra substâncias que possam causar danos à saúde e se a indicação de consumo respeita níveis considerados seguros”, diz a agência.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.