Anvisa proíbe venda de fórmula infantil da Nestlé por excesso de selênio e iodo
Agência determinou a apreensão e proibiu venda, fabricação, importação e propaganda de 10 lotes do produto Alfamino
Saúde|Do R7, em Brasília
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão e proibiu venda, fabricação, importação e propaganda de 10 lotes da fórmula infantil Alfamino, da Nestlé, por excesso de selênio e iodo.
A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (12), resultou de uma inspeção que revelou a presença das substâncias em níveis acima dos limites permitidos na legislação sanitária para fórmulas destinadas a lactentes (bebês em aleitamento) e crianças até 5 anos. Confira aqui a lista dos lotes banidos.
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Selênio e iodo são nutrientes, mas os limites entre a quantidade adequada e uma possível dose tóxica são estreitos para essas faixas etárias, o que pode provocar riscos, como intoxicação, em caso de consumo excessivo.
No caso do selênio, esses quadros incluem sintomas como náusea, vômitos, diarreia, irritabilidade e queda de cabelo. Já o consumo excessivo de iodo pode provocar baixo ganho de peso, hipotireoidismo — disfunção da glândula tireoide, situada no pescoço, caracterizada pela produção insuficiente de hormônios T3 e T4 —, hipertireoidismo, além de alterações no metabolismo e no crescimento.
Em nota, a Nestlé informou que foi surpreendida com a publicação da Anvisa e explicou que houve um erro de conversão na declaração da unidade de medida (mcg/kg em vez de mcg/100g).
“Onde consta Selênio 31,1 microgramas por 100 kcal e Iodo 175,7 microgramas por 100 kcal, a informação correta é Selênio 3,11 microgramas por 100 kcal e Iodo 17,57 microgramas por 100 kcal, parâmetros esses que estão em conformidade com a legislação.
A Nestlé reitera que seus produtos atendem estritamente a todos os parâmetros normativos estabelecidos e, portanto, são seguros para o consumo", diz a nota.
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