Saúde 'Apesar do ebola, comemos carne de macaco', diz moradora do Congo

'Apesar do ebola, comemos carne de macaco', diz moradora do Congo

Transmissão da doença, que já matou 27 pessoas na República Democrática do Congo, está associada ao consumo de carne de macacos e de morcegos

'Apesar do ebola, comemos carne de macaco', diz moradora do Congo

Equipe de saúde trabalha no combate à doença no continente africano

Equipe de saúde trabalha no combate à doença no continente africano

John Moore/Getty Images

Mais duas pessoas morreram de Ebola e sete novos casos foram confirmados na República Democrática do Congo, disseram autoridades na terça-feira (22), mas a resistência à orientação pública sobre como prevenir a doença estava evidente na capital provinciana.

No mercado central em Mbandaka, onde comerciantes em tecidos coloridos vendem macacos defumados, alguns moradores dizem que não ficaram comovidos pelos alertas para não consumir carne de caça.

"Apesar das suas histórias de Ebola, nós compramos e comemos carne de macaco", disse Carine, mãe de oito crianças. "Nós comemos isso desde sempre. Isso não vai mudar hoje. Ebola, isso está em Bikoro."

Especialistas que estudaram o vírus desde sua descoberta em 1976 nas margens do rio Ebola no Congo, depois em Zaire, dizem que sua origem suspeita está em morcegos de florestas. Ligações também foram feitas às carcaças de animais recém-abatidos que são comidos como carne de caça.

Uma das duas mortes ocorreu em Mbandaka, segundo um boletim diário do Ministério da Saúde. Uma enfermeira também morreu na vila de Bikoro, onde o surto foi primeiro detectado, disse a porta-voz do ministério, Jessica Ilunga, à Reuters.

Os sete novos casos confirmados foram registrados em Bikoro, disse o ministério. Acredita-se que o surto matou ao menos 27 pessoas até o momento.

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