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‘Atividade física faz parte do tratamento oncológico’, diz corredora diagnosticada com câncer de mama

Pesquisa mostra que as mulheres são maioria nas corridas de rua no Brasil; número de jovens de 20 a 24 anos aumentou 2.300%

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mulheres representam 51,8% dos participantes em corridas de rua no Brasil, com um aumento de 2.300% entre jovens de 20 a 24 anos.
  • Raquel Castanharo, diagnosticada com câncer de mama, correu sua primeira maratona apenas 17 dias após o diagnóstico.
  • A atividade física é considerada parte importante do tratamento oncológico, melhorando a qualidade de vida e reduzindo efeitos colaterais.
  • Raquel defende a luta por mais igualdade de acesso ao esporte para mulheres, destacando a sobrecarga em suas jornadas de trabalho.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma pesquisa realizada pela empresa de tecnologia esportiva Chronomax mostrou que as mulheres são maioria nas corridas de rua no Brasil. Elas representam 51,8% dos concluintes de provas. Além disso, o número de jovens de 20 a 24 anos aumentou 2.300%.

Raquel Castanharo, fisioterapeuta e influenciadora, corre há nove anos e opinou sobre a crescente participação das mulheres nas corridas no país. Em 2025, quando se preparava para fazer a primeira maratona da vida, descobriu um diagnóstico de câncer de mama, alguns dias antes de encarar os 42 km de prova.


Em entrevista ao News das 19h desta sexta-feira (6), Raquel disse que esse número maior de mulheres na corrida significa um progresso do acesso ao esporte. “Eu recebi o diagnóstico de câncer de mama 17 dias antes da minha primeira maratona e eu corri. Meus médicos falaram que 17 dias não iam mudar nada no meu tratamento e eu quis correr”, contou.

Raquel afirmou que continua correndo durante o tratamento oncológico, que dura alguns meses, e que o esporte contribuiu positivamente na melhora do quadro. “Se propor a correr uma maratona e conseguir terminar vira alguma chave na nossa cabeça, [...] é uma mistura de dor com satisfação ao mesmo tempo”, ressaltou.


Segundo ela, atividade física faz parte do tratamento oncológico, já que diminui os efeitos colaterais da quimioterapia, diminui o risco de ter câncer de novo e aumenta a vida das pessoas após o tratamento.

“É muito importante que a gente continue lutando para dar acesso às mulheres, para dar tempo às mulheres, porque as mulheres têm mais jornada de trabalho, uma jornada dupla, fora de casa e em casa, então, quanto mais existe essa igualdade, mais saúde a gente está trazendo para a população. E isso é essencial”, reforçou.

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