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Brasil testa 63 mil para covid-19 e projeta chegar a 30 mil por dia

Meta é saltar de até 6,7 mil testes diários para cerca de 30 mil exames. Em 180 dias, Ministério quer chegar a 3 milhões de testagens relizadas

Saúde|Do R7

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Rio de Janeiro realiza testes rápido na população em meio à pandemia
Rio de Janeiro realiza testes rápido na população em meio à pandemia

O Brasil realizou cerca de 63 mil testes para diagnóstico de novo coronavírus até terça-feira (7) segundo dados das redes pública e privada computados pelo Ministério da Saúde. Destes, cerca de 13,7 mil haviam confirmado a doença.

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O governo trabalha para ampliar a capacidade de testes da covid-19. A ideia é saltar de até 6,7 mil testes diários para cerca de 30 mil exames. No cenário ideal, o ministério quer, em 180 dias, chegar a 3 milhões de exames feitos.

No período de enfrentamento ao novo coronavírus, o governo também fez cerca de 90 mil testes para tipos distintos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave. Estes testes ajudam a descartar casos da covid-19.


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Há obstáculos importantes para ampliar a capacidade de teste para novo coronavírus. De 3 milhões de unidades encomendadas com a Fiocruz, todas do tipo "RT-PCR", tido como extremamente preciso, só 104 mil chegaram ao ministério. Pelo menos 1 milhão já eram esperadas. Procurada, a Fiocruz não explicou o atraso, mas disse que está "ampliando significativamente" a produção.


O Ministério da Saúde também receberá 600 mil testes doados pela Petrobrás - 300 mil já chegaram, mas 100 mil serão usados apenas no Rio de Janeiro.

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Técnicos da pasta reconhecem que poucos testes foram feitos até agora, mas apontam, além de atrasos da Fiocruz, a falta do produto no mercado global como problemas. No sábado, 4, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse que inclusive dados sobre letalidade pela doença no País serão alterados quando for ampliada a capacidade de exames.

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O ministério também fez consulta no fim de março à indústria para compra de 20 milhões de testes RT-PCR. A ideia é receber a primeira parcela, de pelo menos 4 milhões de unidades, no meio de abril.

Testes rápidos. O governo federal quer ainda o apoio de milhões de testes rápidos. O produto não é usado para diagnóstico final da doença, mas auxilia na triagem e deve ser aplicado especialmente em profissionais de saúde.

O ministério vê "limitações importantes" em testes doados pela mineradora Vale ao governo, que podem errar 75% dos resultados negativos para a covid-19. O produto passou por análises no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e foi liberado nesta semana para uso. A Saúde deve publicar um boletim epidemiológico com instruções de uso deste teste.

Segundo fontes que participam de negociações com o governo, uma dificuldade será a análise de qualidade de testes rápidos e do tipo RT-PCR que o governo pretende comprar. O governo pede que produtos não registrados pela Anvisa sejam testados no INCQS, que já avisou não ter conhecimento para dar aval a este tipo de produto.

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