Brasileiros descobrem ansiolítico que não prejudica a memória
Atuais medicamentos usados para o controle da ansiedade (benzodiazepínicos) por longos períodos estão relacionados à demência
Saúde|Fernando Mellis, do R7

Um estudo de pesquisadores brasileiros, publicado no European Journal of Pharmacology, mostra o efeito calmante e de melhora cognitiva de compostos encontrados em plantas flavonas, popularmente conhecidas como corticeiras, nativas na região Sul.
A pesquisa, conduzida pela professora Suzete Maria Cerutti, do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), identificou que as substâncias atuavam tanto na memória quanto no controle da ansiedade.
“Nosso grupo isolou esses flavonoides da casca do caule de Erythrina falcata L e avaliou os efeitos dessas substâncias na aquisição da memória do medo e na sua extinção, um processo que requer a inibição de respostas adquiridas previamente por meio da formação de novas memórias”, relatou Suzete.
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A descoberta pode ser um grande passo, já que os atuais medicamentos ansiolíticos (benzodiazepínicos) estão relacionados a prejuízo de memória no longo prazo e demência.
"Abordagens multi-metodológicas usando diferentes métodos, algoritmos e bancos de dados sugerem que o uso a longo prazo de benzodiazepínicos e a ação prolongada deles está fortemente associada ao aumento do risco de demência", concluíram pesquisadores da Universidade de Kindai, no Japão, em 2016.
A Organização Mundial da Saúde estima que o Brasil é o país com o maior número de ansiosos do mundo: 9,3% da população, o triplo da média mundial.
Os pesquisadores também avaliam o efeito do extrato dessas plantas na atenuação dos danos neurais e comportamentos causados pela Doença de Alzheimer.
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Depressão: os sintomas são desmotivação, tristeza sem motivo, desinteresse pela vida, alteração no apetite e sono, irritação e cansaço. A psiquiatra Carolina Hanna, do Hospital Sírio-Libanês, explica que a depressão tem mais de uma causa que envolve fatores comportamentais com o desequilíbrio de neurotransmissores, como a serotonina, que regula o humor, e a dopamina, responsável pela sensação de bem-estar. O diagnóstico é feito pelo psiquiatra e o tratamento engloba terapia e medicamentos, podendo ser utilizados de maneira conjunta ou não *Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini




















