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Câncer de pâncreas: entenda por que novo tratamento pode ser uma esperança

Pesquisadores identificaram regressão após adotarem, durante testes em animais, uma terapia tripla na forma mais agressiva da doença

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisadores espanhóis identificaram regressão do câncer de pâncreas com terapia tripla.
  • A combinação de medicamentos evita a resistência tumoral e pode aumentar a sobrevida dos pacientes.
  • A aplicação em humanos deve ocorrer em cerca de três anos devido a necessidade de estudos adicionais.
  • É crucial analisar os efeitos colaterais para garantir a qualidade de vida dos pacientes durante o tratamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um estudo recente mostra avanços significativos no combate ao câncer de pâncreas. Cientistas identificaram regressão após adotarem uma terapia tripla no adenocarcinoma ductal pancreático, tipo mais comum e agressivo da doença. Os testes foram realizados em animais.

A pesquisa divulgada na revista científica PNAS também mostrou que a combinação evita o surgimento de resistência tumoral — quando células cancerígenas sobrevivem a tratamentos como a quimioterapia.


Estudo se mostra promissor, mas ainda precisa de outras análises Reprodução/Record News

O estudo conduzido por pesquisadores espanhóis abre caminho para o desenvolvimento de novas terapias combinadas que podem melhorar a sobrevida de pacientes com a doença. Tal recurso é animador no combate a um dos tipos de câncer com maior dificuldade de tratamento, explica Hélio Pinczowski, oncologista do hospital Moriah.

O médico aponta que, apesar de ser rara, a doença acaba apresentando danos maiores por sua demora de identificação, o que dificulta a remoção dos tumores por cirurgiões. Outro fato preocupante é a capacidade do câncer em “fugir” dos tratamentos tradicionais aplicados, sendo a terapia tripla proposta pelo estudo uma alternativa para atingir todos possíveis caminhos da doença.


Pinczowski destaca que a aplicação do tratamento em humanos ainda pode levar cerca de três anos para acontecer, devido à necessidade de acompanhamento dos resultados a longo prazo em animais e o início de estudo em humanos. Entretanto, o médico acredita que organizações de saúde agilizem os estudos em pacientes.

“Com certeza abre portas para novos ensaios clínicos que possam trazer mais informações, mas são esses pequenos passos que fazem com que a ciência evolua. Às vezes parece que um estudo em animal é algo muito distante e hoje, com a tecnologia disponível e o avanço dos estudos, a velocidade dos resultados tem sido muito grande. Então esse tipo de publicação traz uma esperança bem importante para uma doença de difícil tratamento”, comenta.


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Outro ponto que o médico alerta é a junção dos efeitos colaterais dos três medicamentos utilizados no tratamento estudado, que ainda não foram analisados em pessoas. Principalmente em um cenário de saúde fragilizada em um paciente oncológico, ele afirma que estudar os riscos dos efeitos é fundamental antes da administração dos três compostos em humanos.

“É importante controlar a doença, mas não é interessante você aumentar toxicidades, reduzir e comprometer a qualidade de vida de um paciente com câncer. Então hoje se dá muita importância à qualidade de vida, à condição que o paciente mantém uma atividade razoavelmente semelhante a que antecede o diagnóstico, e não só o resultado da redução do tumor e o controle da doença”, ressalta Pinczowski em entrevista ao Hora News desta segunda-feira (2).

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