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‘Câncer não é mais uma sentença de morte’, afirma médico

Brasil deve ter mais de 780 mil novos casos da doença por ano até 2028

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mais de 780 mil novos casos de câncer são esperados no Brasil anualmente até 2028.
  • O câncer de pele não melanoma é o mais comum, seguido por câncer de mama, próstata, cólon e reto.
  • Medidas protetivas e o diagnóstico precoce podem aumentar as chances de cura.
  • Fatores de risco como tabagismo, alimentação inadequada e exposição solar excessiva contribuem para o desenvolvimento da doença.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Brasil deve ter mais de 780 mil novos casos de câncer por ano até 2028. A doença segue entre as principais causas de morte no país. O Inca (Instituto Nacional de Câncer) divulgou estimativas para a doença nos próximos três anos. O levantamento ajuda o governo a elaborar um planejamento de políticas públicas para o tratamento.

O câncer de pele não melanoma é o mais frequente e responde por mais de 30% dos casos. Na sequência, aparecem o câncer de mama entre as mulheres e o de próstata nos homens, e ainda de cólon e reto. Segundo o Inca, o aumento de diagnósticos de câncer é explicado pelo envelhecimento da população e pela exposição a fatores de risco.


Plano fechado de profissional de saúde medindo a pressão arterial de paciente com aparelho
Médico ressalta importância de fazer exames preventivos com regularidade Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (5), Roberto Gil, diretor-geral do Inca, afirma que, “o câncer não é mais uma sentença de morte. O câncer hoje tem tratamento, muitos tratamentos, a velocidade de produção de conhecimento acelerou muito”.

É possível evitar

Segundo Gil, 30% a 50% dos cânceres já têm fatores de risco conhecidos, e podem ser evitados por meio de medidas protetivas. O médico aponta o tabagismo como uma das principais causas de tumores.


Ele evidencia que alimentação com excesso de ultraprocessados, ingestão abundante de bebidas alcoólicas, exposição ao sol exagerada e inalação de derivados dos combustíveis fósseis são fatores que agravam a probabilidade do desenvolvimento da doença.

Segundo o médico, realizar exames preventivos com regularidade pode ajudar a receber um diagnóstico mais rápido e, consequentemente, aumenta a chance de cura.


“Uma vez você tendo algum sintoma que você consiga, primeiro, estar atento a isso como indivíduo, quer dizer, não protelar a ida ao médico, e segundo, que o sistema público esteja preparado para fazer essa detecção precoce. Que a gente não demore tanto para fazer os exames necessários para fazer o diagnóstico da doença e a gente possa identificá-la em estágios iniciais”, diz.

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