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Canetas emagrecedoras: lotes falsos podem tornar pacientes resistentes à medicação original

‘O preço pode ser a vida do próprio paciente’, alerta médico; pacote de medidas da Anvisa promete maior fiscalização

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Canetas emagrecedoras falsificadas podem causar resistência a medicamentos originais.
  • A Anvisa ampliou a fiscalização de remédios de alto custo após apreensões de produtos falsificados.
  • É essencial comprar medicamentos somente em farmácias que retêm receitas, garantindo rastreabilidade.
  • Medico alerta que tentar economizar pode comprometer a segurança e a vida dos pacientes.

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O uso de canetas emagrecedoras falsificadas pode provocar uma reação conhecida como imunogenicidade, condição que torna o corpo resistente à ação dos medicamentos originais, diz Bruno Leandro de Souza, coordenador da Câmara Técnica de Endocrinologia e Metabologia do Conselho Federal de Medicina.

Em entrevista ao Conexão Record News, o médico comenta a resolução publicada pela Anvisa nesta sexta-feira (20), que ampliou a fiscalização de remédios de alto custo e grande procura no Brasil. Para ele, a determinação é “importante para a segurança dos pacientes e também para a segurança da saúde como um todo”.


Mulher aplica caneta emagrecedora
Avaliação médica é necessária para uso de qualquer substância controlada Reprodução/Record News

O pacote de medidas é uma resposta às constantes apreensões de medicamentos falsificados para câncer, lotes fakes de canetas emagrecedoras e “chips hormonais” com nesterona.

Souza destaca a avaliação médica como essencial para o uso de qualquer substância controlada e, para os casos em que há indicação, orienta que a compra do medicamento seja feita somente em farmácias, que retêm a receita.


“Existe ali uma rastreabilidade, um código de checagem para compreender se aquele produto é original e evitar as ‘canetas paraguaias’, como se é dito popularmente, que são canetas vindo de outros países sem o registro sanitário brasileiro, e também as medicações manipuladas de larga escala”, explica.

A ausência de registro sanitário e devida certificação nas remessas deixa os usuários vulneráveis a riscos de contaminação, inclusive com outros medicamentos.


Ele expressa preocupação com a circulação de réplicas quase idênticas aos remédios, que podem, facilmente, induzir ao erro. “O paciente não pode ser vítima. Às vezes, por querer economizar um pouco, o preço pode ser a vida do próprio paciente. Então procure realmente nos locais certificados, porque é assim que a gente vai garantir a segurança das pessoas”, conclui.

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