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Canetas emagrecedoras manipuladas preocupam autoridades de saúde

Anvisa intensificou a fiscalização dos produtos manipulados após identificação de um volume excessivo na importação dos insumos

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Anvisa reforça a fiscalização das canetas emagrecedoras manipuladas após identificar irregularidades na importação de insumos.
  • Clayton Macedo, endocrinologista, alerta sobre o crescimento do mercado paralelo de medicamentos irregulares no Brasil.
  • O uso inadequado desses produtos pode causar problemas de saúde devido à falta de controle na manipulação e aplicação.
  • A agência propõe medidas para regulamentar o setor e melhorar o acesso seguro a tratamentos aprovados.

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou que irá reforçar a fiscalização das canetas emagrecedoras manipuladas. A decisão surge após a identificação de um volume excessivo na importação dos insumos utilizados nesses produtos e irregularidades graves nas práticas das farmácias e importadoras envolvidas.

Em entrevista ao Hora News desta terça-feira (7), Clayton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, destacou que há um mercado paralelo crescente para essas medicações irregulares no Brasil.


Caneta injetora médica com rótulo vermelho e tampa azul sendo retirada. Texto visível indica medicamento semaglutida, solução injetável de uso semanal por via subcutânea. Cena mostra detalhe de dispositivo utilizado para aplicação de doses controladas.
Especialista afirma que há um mercado paralelo crescente das canetas emagrecedoras Reprodução/Record News

“Hoje nós temos medicações que são seguras e eficazes para o tratamento da obesidade e do diabetes. E, com isso, se abriu um mercado gigantesco, principalmente de medicações irregulares. A Anvisa fez esse diagnóstico, principalmente de medicações contrabandeadas ou vindas de forma irregular do Paraguai. Mas aqui no Brasil nós temos um outro cenário, que é o da manipulação dessas medicações”, comenta.

Segundo o diretor, o uso desses medicamentos de forma irregular pode trazer diversos problemas de saúde. “As versões manipuladas têm desde a origem incerta até o seu conteúdo questionável. Nós podemos ter doses variáveis, nós podemos ter um grau de pureza que não é adequado, nós podemos ter contaminantes que geram reações alérgicas e imunológicas, nós podemos ter contaminação e tudo isso diminui a segurança de quem usa”, explica.


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Macedo destaca ainda que, muitas vezes, esses medicamentos são aplicados incorretamente por indivíduos não qualificados ou pelo próprio paciente em casa. Isso aumenta significativamente o risco associado ao seu uso indevido.

Para enfrentar essa situação, a Anvisa propôs medidas estratégicas, buscando melhorar regulamentações existentes. A agência espera ampliar o acesso seguro aos tratamentos aprovados enquanto combate práticas ilegais no setor farmacêutico brasileiro.

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