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Chega a 739 o número de casos de microcefalia em 9 Estados do Brasil; Goiás registra 1º

Goiás registrou o primeiro caso da má-formação em estado fora do Nordeste

Saúde|Rodrigo Vasconcelos, do R7, em Brasília

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Surto de microcefalia obrigou o governo federal a se mobilizar; nesta terça-feira (24), o ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), declarou que a gestão está acompanhando de perto a situação
Surto de microcefalia obrigou o governo federal a se mobilizar; nesta terça-feira (24), o ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), declarou que a gestão está acompanhando de perto a situação

O Ministério da Saúde já identificou 739 casos suspeitos de microcefalia, que causa a má-formação no cérebro de bebês no período de gestação, em 160 municípios de nove Estados brasileiros. Os números foram atualizados nesta terça-feira (24), e contabilizam os casos até 21 de novembro.

Mais cedo o Ministério havia informado que os casos chegavam a 520, mas os números de Pernambuco estavam defasados. Passaram de 268 pra 487 e com isso o número nacional saltou de 520 para 739. 


Pernambuco é o estado que registrou o maior número de casos da má-formação, com 268 ao todo. Em seguida estão a Paraíba (96), Sergipe (54), Rio Grande do Norte (47), Piauí (27), Alagoas (10), Ceará (9), Bahia (8) e Goiás (1), primeiro estado fora do Nordeste a notificar caso suspeito. De todos estes casos, uma morte foi registrada no Rio Grande do Norte, e há suspeita de que tenha sido causado pela microcefalia.

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O ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), afirmou estar atento e preocupado com o surto da má-formação, e que por isso vai reforçar o combate ao mosquito da dengue, já que a hipótese reforçada pelos cientistas é a de que o vírus zika é o causador da microcefalia nos bebês.


— Estamos agora com problema potencializado. Além da dengue, que mata, além da chikungunya, que “aleija” temporariamente , o zika pode, como acreditam cientistas, causar microcefalia. Estamos com um problema de dimensões muito grandes para a gente enfrentar.

Com o aumento dos casos de microcefalia em bebês na região Nordeste e o risco do problema se expandir para o restante do país, a presidente da República, Dilma Rousseff, determinou nesta segunda-feira (23) a criação de um grupo interministerial, dirigido pela Casa Civil, para tentar impedir o crescimento dos casos e planejar uma campanha informativa sobre os riscos.


Além disso, foi criado um Centro de Operações em Emergências de Saúde, que se reunirá semanalmente para discutir ações de contenção ao avanço da microcefalia no País. Dentre as medidas está o uso de insetos transgênicos e bactérias para atacar os mosquitos da dengue. Nesta semana, o Ministério da Saúde lança também uma campanha publicitária para reforçar o combate ao Aedes aegypti.

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Durante a reunião de coordenação política, no Palácio do Planalto, Marcelo Castro apresentou um relatório sobre as medidas tomadas até agora. Entre elas, um chamado para que cientistas de todo país investiguem a relação entre o vírus e os casos de microcefalia. Dilma demandou que a equipe interministerial envie relatórios a ela três vezes por dia.

De acordo com o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, o governo deve concentrar recursos na tentativa de barrar a expansão do vírus.

— A presidente pediu que o ministro tome todas as medidas necessárias para que a gente possa, independentemente das conclusões dos estudos que estão sendo feitos, enfrentar o surto combatendo primeiro o mosquito. E para que a gente possa desencadear uma campanha informativa para sociedade. Nós não temos que criar uma situação de alarde indevido, mas a situação preocupa.

Entenda o caso

Até agora, as informações levantadas pelo Ministério da Saúde apontam para o vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti" mesmo da dengue, como o possível causador da microcefalia em bebês. Pesquisas feitas com mulheres grávidas cujos bebês foram diagnosticados com a má-formação no cérebro apontaram para a presença do vírus.

Apesar de não ter ainda 100% de confirmação da relação entre a doença e a má-formação, o governo decidiu agir para tentar frear a expansão dos casos.

Até agora, o zika vírus circula em 14 Estados brasileiros, mas os casos registrados de microcefalia até agora se concentram no Nordeste, em especial em Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e na Paraíba.

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