Chegada de novas canetas emagrecedoras requer ‘processo minucioso’, diz endocrinologista
Anvisa analisa pedidos para registro de produtos que podem ser alternativas ao Ozempic
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está analisando solicitações para o registro de novas canetas emagrecedoras. Entre esses pedidos, dois estão em estágio avançado e podem se tornar alternativas ao Ozempic. O medicamento perdeu a patente exclusiva e a expectativa é que a primeira versão genérica seja aprovada até junho.
No Conexão Record News desta sexta-feira (20), Karen De Marca, endocrinologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, destacou que, mesmo com a expiração, permitindo que outras empresas desenvolvam versões do produto, ainda não há previsão para a chegada dessas opções às farmácias brasileiras.

“Isso não quer dizer que, a partir de amanhã, a gente vai ter outras marcas, vai ter disponíveis outras marcas na farmácia. Esse é um processo que é minucioso. A Anvisa precisa garantir a qualidade do produto e, com certeza, se ele tem a mesma eficácia do produto original”, explica.
Segundo Karen, foram enviadas ao menos 21 solicitações, mas esse é um processo que ocorre lentamente e não possui grandes mudanças de um dia para o outro. “Até o presente momento, a semaglutida continua sendo fabricada pela única indústria farmacêutica que tinha patente. Ela é comercializada por dois laboratórios e a gente ainda continua no mesmo cenário que a gente estava até ontem”, complementa.
Além disso, ela alertou sobre o uso indiscriminado desses medicamentos. Apesar das restrições impostas pela Anvisa contra manipulações irregulares do produto e outros compostos, ofertas ilegais continuam surgindo no mercado.
“A gente necessita da prescrição realizada por um médico, que detenha o conhecimento para o uso da medicação, e que se obedeça aos critérios para utilizar essa medicação. E, além disso, que a gente também consiga acompanhar esse paciente, porque, se ele eventualmente apresentar qualquer tipo de efeito adverso, nós precisamos acompanhar, medicar e orientar”, argumenta.
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O consumo inadequado pode levar a efeitos colaterais graves, como desidratação, complicações no fígado, rins ou até mesmo cardíacas. Esses medicamentos são indicados principalmente para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade associada a comorbidades específicas sob prescrição médica.
“É muito importante que a gente não procure adquirir esse produto em farmácias que não são conhecidas, ou seja, ofertas de internet principalmente, ofertas de WhatsApp, aquelas que vêm em frasco. Essas medicações não foram aprovadas para vir em frasco aqui no nosso país. Então, a gente tem realmente muito cuidado. Esses produtos podem estar contaminados, eles podem conter impurezas, eles podem realmente fazer mal para a sua saúde”, finaliza.
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