Saúde Cigarro eletrônico: risco de doença pulmonar surge após 3 anos de uso

Cigarro eletrônico: risco de doença pulmonar surge após 3 anos de uso

Primeiro estudo de longo prazo foi divulgado nesta semana nos Estados Unidos e mostra os perigos que esse tipo de aparelho oferece à saúde

  • Saúde | Fernando Mellis, do R7

Cigarro eletrônico é proibido no Brasil

Cigarro eletrônico é proibido no Brasil

Pixabay

Um estudo conduzido por pesquisadores norte-americanos durante nove anos, com 32 mil adultos, divulgado nesta semana, mostrou os danos causados pelo uso de cigarros eletrônicos e vaporizadores a longo prazo.

A conclusão foi que esses aparelhos aumentam em 30% as chances de os usuários desenvolverem doenças pulmonares crônicas, como asma, bronquite e enfisema.

Os problemas no pulmão surgem a partir do terceiro ano de uso frequente dos cigarros eletrônicos, afirmaram os pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco.

No Brasil os cigarros eletrônicos e vaporizadores são proibidos, embora sejam vendidos ilegalmente na internet e em tabacarias.

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Vendido pela indústria como uma forma de ter menos danos do que o cigarro tradicional, os médicos constataram que a maior parte dos adultos mantinham o uso dos dois tipos.

O problema é que combinar o cigarro comum e o eletrônico rotineiramente triplica o risco de desenvolver doenças pulmonares crônicas.

A pesquisa também alerta para substâncias presentes nesses vaporizadores que contêm metais tóxicos, responsáveis por cicatrizes permanentes nos pulmões, além de óleo de vitamina E, que causa obstrução no órgão.

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