Saúde Com 3,84 milhões de casos, mundo registra novo recorde de infectados

Com 3,84 milhões de casos, mundo registra novo recorde de infectados

Mesmo com número tão alto, Organização Mundial Saúde afirma que onda gerada pela Ômicron começa a desacelerar

  • Saúde | Da EFE

Brasileiros fazem testes para diagnosticar Covid-19, no Rio de Janeiro

Brasileiros fazem testes para diagnosticar Covid-19, no Rio de Janeiro

Antonio Lacerda/EFE - 07.01.2022

O mundo registrou 3,84 milhões de novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. Mesmo sendo mais um recorde, dados iniciais da OMS (Organização Mundial de Saúde) sugerem que a curva de infecções causada pela variante Ômicron começa a desacelerar.

Durante toda a pandemia, nenhum dos picos de novos diagnósticos havia excedido 1 milhão por dia, número que quase quadruplicou nesta quinta-feira (27), provando, assim, a avanço exponencial da cepa.

Mas a desaceleração se explica pela lentidão de novos casos na comparação com os números das semanas anteriores. Nos últimos sete dias o crescimento foi de 5%, enquanto na semana anterior foi de 20%, e há 21 dias o aumento de casos chegou a 55%. 

No acumulado de dois anos de pandemia, os casos confirmados pela OMS somam 356 milhões (o equivalente a 5% da população mundial), enquanto mais de 5,6 milhões de pessoas morreram. Noventa por cento dos casos de Covid-19 analisados na rede global de laboratórios Gisaid, associada à OMS, já detectam a variante Ômicron, enquanto a Delta, que era dominante em 2021, concentra o restante e segue recuando. 

A atual onda de infecções não é acompanhada por mais mortes, mesmo que nas últimas 24 horas tenham sido registradas 9.000 óbitos por Covid. A média dos últimos três meses varia entre 5.000 e 8.000 mortes diárias.

Situação brasileira

Nesta  quarta-feira (26), o Brasil registrou 570 mortes e 224.567 novos casos diagnosticados de Covid-19, o maior número desde o começo da pandemia, de acordo com os dados enviados pelos estados ao Ministério da Saúde e ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde).

A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 365, e a média móvel de novos casos é de 159.877, a maior desde o início da pandemia.

Últimas