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Com o fim da patente da semaglutida nesta semana, as canetas emagrecedoras já vão ficar mais baratas?

Advogado especialista em direito médico explica quais são as etapas necessárias até que o medicamento fique mais acessível à população

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A patente da semaglutida, usada em tratamentos de diabetes e obesidade, termina nesta sexta-feira, permitindo a venda de genéricos no Brasil.
  • A liberação dos novos medicamentos pode causar disputas judiciais e obstáculos regulatórios que atrasam a entrada de concorrentes no mercado.
  • A Anvisa tem sido rigorosa nas aprovações de licenças devido ao uso clandestino da substância, levando o governo a criar uma lista prioritária.
  • Especialistas indicam que não há certeza de que todos os laboratórios estão preparados para utilizar a semaglutida legalmente.

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A patente da semaglutida, princípio ativo de remédios indicados para tratamentos de diabetes e obesidade, termina nesta sexta-feira (20). Ou seja, a partir desta data, os medicamentos genéricos e similares à base dessa substância poderão ser vendidos no Brasil depois de uma aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A expectativa é que a produção dos genéricos torne as canetas emagrecedoras à base de semaglutida — há muitas, todavia, que são à base de tirzepatida — mais baratas e acessíveis aos pacientes. Porém, essa mudança ainda deve demorar até chegar às farmácias.


A quebra da patente poderá desencadear disputas judiciais e desafios regulatórios que podem adiar a entrada efetiva de marcas concorrentes no mercado farmacêutico.

A quebra da patente é o primeiro passo para que o mercado receba outros produtos de outras marcas [...]. Os laboratórios precisarão aprovar as novas substâncias, têm que passar pela Anvisa, passar por um controle de qualidade, para aí sim receber a chancela de distribuição e comercialização”, explicou o especialista em direito médico Murilo Aranha, em entrevista ao News das 19 Horas.


O especialista ainda explicou que a Anvisa tem se prolongado para fornecer as aprovações necessárias e, devido a isso, o governo brasileiro tem gerado uma lista prioritária.

“Por conta de todas as notícias, todos os fatos e casos que tivemos ao longo dos anos em relação a essa medicação sendo usada de forma indevida por laboratórios clandestinos, [...] a Anvisa tem sido muito rígida sobre as licenças, e, na prática, ainda não é 100% de certeza que todos os laboratórios estão aptos a utilizar essa substância”, argumentou o especialista.

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