Comer a placenta pode matar ou deixar o bebê doente, diz estudo
Não há provas de que a prática traz benefícios à saúde
Saúde|Do R7

Algumas mães americanas e até mesmo celebridades como Kim e Kourtney Kardashian, January Jones e Alicia Silverstone estão ingerindo a própria placenta do bebê após o parto por meio de cápsulas. Elas afirmam que o órgão alivia a dor, previne a depressão pós-parto e aumenta a produção e a quantidade de nutrientes presentes no leite materno. Porém, um estudo realizado em Oregon, nos Estados Unidos, mostra que além de não trazer benefícios à saúde, a prática “placentophagy” — ato de comer a própria placenta— pode deixar o bebê doente e até levar à morte. As informações são do site Vox.
Na pesquisa, os médicos descrevem o caso de um bebê que nasceu saudável, mas depois foi diagnosticado com uma bactéria mortal, a estreptococo do grupo B ou GBS, que causa dificuldades respiratórias, surdez e problemas de desenvolvimento.
A bácteria teria sido transmitida para a criança por meio do leite materno. Após investigações, o médico descobriu que a mulher tinha ingerido a própria placenta, após o nascimento do filho. A mãe pediu para uma empresa desidratar a placenta e colocar em cápsulas. Eram ingeridas duas cápsulas, três vezes ao dia.
Comer placenta não traz benefícios à saúde, diz estudo
As empresas que preparam a placenta para a mães não são regulamentadas pela FDA (Food em Drug Administration), órgão dos EUA que regulamenta os medicamentos e alimentos. Segundo o relatório, não existem padrões para o processamento da placenta para consumo. Já que o tecido humano pode transportar doenças infecciosas e bactérias, se não estiver devidamente esterilizado, e esses riscos para a saúde podem ser transmitidos aos bebês.
A criança sobreviveu depois de receber dois tratamentos de antibióticos. Mas, segundo o estudo, as pílulas podem causar sérios riscos à saúde das novas mães não devem ingerir. Estima-se que até 6% dos bebês que desenvolvem a doença morrem.














