Saúde Coronavírus já infectou mais de 100 mil pessoas em 88 países

Coronavírus já infectou mais de 100 mil pessoas em 88 países

Número de mortes chega a 3.411 (3.042 na China), de acordo com levantamento em tempo real da Universidade Johns Hopkins, nos EUA

  • Saúde | Do R7

Itália é o quarto país com maior número de casos

Itália é o quarto país com maior número de casos

Guglielmo Mangiapane/Reuters

O número de pessoas infectadas em todo o mundo pelo novo coronavírus SARS-CoV2 (que causa a doença covid-19) chegou a 100 mil nesta sexta-feira (6).

Os dados são de um monitoramento em tempo real do Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, e da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A covid-19 já foi registrada em ao menos 88 países e provocou 3.411 mortes (sendo 3.042 na China, país mais afetado).

Mais de 82% dos casos globais da doença estão concentrados na China. A Coreia do Sul é o segundo país com maior número de doentes: 6.593.

Em seguida, aparece o Irã, com 4.747 infectados. A Itália é o quarto país do mundo com maior número de doentes: 3.858.

Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Suíça e Países Baixos somam 2.020 registros da doença.

Os Estados Unidos contabilizavam até hoje 238 pessoas infectadas pelo SARS-CoV2.

Na América Latina, o país com maior número de casos é o Equador (13), seguido do Brasil, que agora tem nove pessoas com diagnóstico confirmado. Argentina e Chile têm um caso cada, segundo a OMS.

Leia também: Brasil já tem transmissão local do novo coronavírus

OMS pede que contenção continue em todos os países

Apesar da marca de 100 mil infectados, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, manteve, nesta sexta-feira, o apelo para que os países continuem seus esforços para evitar a disseminação do vírus.

"Conforme os casos aumentam, nós continuamos a recomendar que a contenção [do vírus] deve ser sua prioridade mais alta. Nos continuamos a pedir aos países para encontrar, testar, isolar, dar atenção a cada caso e rastrear cada contato."

Segundo o chefe da OMS, essas medidas são importantes porque "desacelerar a epidemia salva vidas".

"A cada dia que conseguimos desacelerar a epidemia, é um dia que os governos ganham para preparar os trabalhadores da saúde para detectar, testar, tratar e dar atenção aos pacientes. É um dia mais próximo de ter vacinas e medicamentos."

Ele acrescentou que 20 vacinas estão em desenvolvimento, além de "muitos testes clínicos de terapias" específicas para o SARS-CoV2.

Últimas