Economia de tempo com ultraprocessado vai virar no futuro gasto com internação, alerta nutróloga
Desde a década de 1980, presença desse tipo de alimento na mesa do brasileiro passou de 10% para 23%
Saúde|Do R7
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Um levantamento feito em 93 países mostra que o consumo de ultraprocessados cresceu em 91 deles. No cenário brasileiro, a presença desses alimentos mais que dobrou desde os anos 1980, passando de 10% para 23%. Fatores como a mudança na dinâmica da vida dos brasileiros nesse período, com as demandas do mercado de trabalho, ajudaram nesse crescimento.
A tendência é observada desde o final da Segunda Guerra Mundial, motivada pela necessidade de mulheres no mercado de trabalho e a apresentação desses alimentos, os quais são mais baratos e fáceis de preparar, como explica Andrea Pereira, médica nutróloga e cofundadora da ONG Obesidade Brasil. A médica pontua que, além de baixos em nutrientes, os ultraprocessados são ricos em gorduras, sal e açúcar, o que os tornam mais palatáveis e saborosos, apesar de nada saudáveis.

Na esteira de consequências desse consumo estão doenças como obesidade, pressão alta, colesterol e até casos de câncer — fatores que, segundo a médica, podem ser evitados com uma alimentação mais saudável e medidas práticas como a produção de marmitas ou compra de pratos caseiros.
“Então acho que isso é muito importante. Você vai ter que ter um tempo para fazer uma alimentação mais saudável, mas eu sempre falo para meus pacientes, esse tempo aí vai ser precioso, se você economizar tempo com alimento processado, você vai gastar de tempo depois com internação. Aí você vai ser obrigado a ficar, muitas vezes, em um hospital, doente, ou tomando mais remédios. Então é um tempo precioso aí que você se organiza para comer melhor e para cozinhar”, completa Andrea em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (19).
Além de ações dentro de casa, a médica menciona a necessidade de ações governamentais para frear o aumento da presença dos ultraprocessados, como a taxação desses alimentos e políticas para a diminuição do valor de alimentos frescos. Atrelado a isso, ela menciona como essencial o papel da educação nesta jornada, com programas nas escolas para o incentivo da alimentação saudável desde a infância.
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