Logo R7.com
RecordPlus

Escassez de doadores e avanço da doença renal crônica ampliam fila do transplante de rim

No Brasil, mais de 44 mil pessoas aguardam transplante renal, segundo dados oficiais

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mais de 44 mil brasileiros estão na lista de espera por transplante renal, representando 92% da fila nacional.
  • A maioria dos transplantes é realizada com rins de doadores falecidos, dependendo da autorização familiar.
  • O tempo de espera pode chegar a quatro anos devido à escassez de doadores e ao aumento da demanda por transplantes.
  • Exames precoces e diagnósticos são essenciais, especialmente para grupos de risco como hipertensos e diabéticos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março, chama atenção para o aumento da demanda por transplantes renais no Brasil. Segundo o Sistema Nacional de Transplantes, mais de 44 mil brasileiros estão na lista de espera. O número representa cerca de 92% da fila nacional para todos os tipos de órgãos.

Em entrevista ao Jornal da Record News desta quinta-feira (12), Hélady Sanders, diretora do Departamento de Transplante Renal da Sociedade Brasileira de Nefrologia e da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), explica por que vem aumentando o número de ocorrências e explica que, se houvesse mais doações de órgãos, essa lista diminuiria.


Equipe médica realiza cirurgia em sala de operação. Profissionais usam máscaras, toucas e roupas cirúrgicas, reunidos em torno do paciente sob campo azul estéril.
Quantidade de transplantes está relacionada ao número de pessoas com doença renal Reprodução/Record News

“Infelizmente, ainda é uma longa espera. A maioria dos transplantes são realizados com o que a gente chama de falecidos, e a família é chamada a optar se ela quer ou não doar os órgãos do seu ente querido. Infelizmente, essa é uma das formas, a maioria é realizada dessa forma. Então, se a gente tivesse mais doação de órgãos, a gente tinha mais transplantes”, comenta. Atualmente, o tempo de espera no Brasil pode chegar a quatro anos, devido à escassez de doadores.

A frequência da doença e a existência de terapias alternativas como hemodiálise contribuem para o número elevado na lista. Porém, apenas 30% a 40% dos pacientes em diálise são aptos ao transplante após avaliação.


Segundo Hélady, a quantidade de transplantes também está relacionada ao número de pessoas com a doença. “Ao contrário dos outros órgãos, por exemplo, fígado e coração, eles não têm esse tipo de terapia. A gente tem mais pacientes esperando o rim do que, por exemplo, o fígado e coração, porque, infelizmente, para esses pacientes, a única forma de substituir de forma mais em longo prazo seria o transplante”, comenta.

Além disso, ela destaca a importância do diagnóstico precoce, já que a doença é silenciosa nas fases iniciais, e a necessidade de exames, como a dosagem de creatinina para pessoas com hipertensão ou diabetes, que são os principais grupos de risco. Para ela, ainda há necessidade de refazer os transplantes ou realizar um retorno das terapias.


“O rim parou de funcionar ou funciona muito pouco, e ele precisa novamente ou de um novo transplante ou de voltar a uma fisiologia dialítica. É possível, sim, que ele possa fazer um segundo ou mesmo terceiro transplante. Isso vai depender de algumas condições clínicas que elas são avaliadas no momento que o paciente chega a essa condição”, finaliza.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.