Saúde Estudo aponta maior risco de diabetes em pessoas que acordam tarde

Estudo aponta maior risco de diabetes em pessoas que acordam tarde

Pesquisadores acreditam que esses indivíduos tenham mais dificuldade em converter a gordura em energia

Agência EFE

Resumindo a Notícia

  • Um estudo sugere que pessoas que acordam tarde têm maior risco de desenvolver diabetes
  • Os cientistas acreditam que esse grupo tenha mais dificuldade de transformar a gordura em energia
  • O estudo foi publicado na revista científica Experimental Physiology
  • Acordar tarde também pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares
Acordar tarde dificulta a conversão de gordura em energia

Acordar tarde dificulta a conversão de gordura em energia

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As pessoas que acordam mais tarde podem ter um risco maior de sofrer de diabetes tipo 2 ou doenças cardiovasculares, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (20) na revista científica Experimental Physiology.

Pesquisadores da Universidade Rutgers, de Nova Jersey (EUA), classificaram os participantes em dois grupos, com base em seus horários de sono, e descobriram que as pessoas que despertam mais tarde têm mais problemas para converter gordura em energia, o que pode resultar em um maior risco de desenvolver diabetes.

Já as pessoas que acordam cedo e começam logo suas atividades tendem a depender mais da gordura para obter energia e fazem mais atividades aeróbicas ao longo do dia.

Essas diferenças no metabolismo, de acordo com os cientistas, mostram que existe uma relação entre o ritmo circadiano do nosso corpo e a maneira como utilizamos a insulina.

"Como o tempo parece afetar nosso metabolismo e atividade hormonal, sugerimos que o cronotipo (propensão natural de acordar mais cedo ou mais tarde) pode ser usado como um elemento para prever o risco de doença", disse Steve Malin, um dos autores principais do estudo, em comunicado.

O pesquisador também explicou que as pessoas que acordam mais cedo parecem ser mais ativas e menos sedentárias que aquelas que acordam mais tarde, embora ele tenha esclarecido que são necessárias mais pesquisas para entender a relação entre exercícios e o cronotipo.

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