Saúde Estudo identifica fatores de risco para mortes pelo novo coronavírus

Estudo identifica fatores de risco para mortes pelo novo coronavírus

Pessoas com mais de 80 anos têm 100 vezes mais chance de morrer de covid-19 do que aqueles com menos de 40; raça e gênero também influenciam

Homens, idosos e  minorias raciais e étnicas têm maior chance de morrer de covid

Homens, idosos e minorias raciais e étnicas têm maior chance de morrer de covid

Lucas Landau/Reuters - 19.06.2020

Um estudo realizado por pesquisadores britânicos da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e da Universiadade de Oxford, publicado na quarta-feira (8) na revista científica Nature, identificou que homens, idosos, pessoas com doenças crônicas e minorias raciais e étnicas são mais vulneráveis à covid-19 e têm mais chance de morrer em decorrência da doença. 

A pesquisa foi feita com mais de 17 milhões de pessoas na Inglaterra, sendo considerado o maior estudo do gênero, segundo os autores. Eles coletaram registros de saúde de 40% da população da Inglaterra a partir do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido. Os dados dessas pessoas foram acompanhados por três meses. Do total dos participantes, 10 milhões morreram de complicações relacionadas à doença.

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O estudo chegou à conclusão de que pacientes com mais de 80 anos têm 20 vezes mais chances de morrer de covid-19 do que aqueles na faixa dos 50 anos e mais de 100 vezes do que aqueles com menos de 40 anos, segundo publicado no jornal norte-americano The New York Times.

Outra descoberta foi em relação a gênero. Homens infectados apresentaram maior probabilidade de morrer do que mulheres na mesma idade e com as mesmas condições de saúde.

Fatores como obesidade, diabetes, asma grave e imunidade comprometida também foram associadas à maior gravidade da doença. 

Os pesquisadores ainda observaram que o risco de morte também está ligado a fatores socioeconômicos, como a pobreza.

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O epidemiologista Avonne Connor, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, afirmou em entrevista ao New York Times que esses resultados são compatíveis ao que se tem observado no mundo todo em relação à doença e não trazem surpresa. 

O estudo também revelou maior suscetibilidade associada à etnia. Cerca de 11% dos pacientes foram identificados como não brancos. Os pesquisadores descobriram que esses indivíduos, principalmente negros e sul-asiáticos, apresentaram maior risco de morte do que pacientes identificados como brancos.

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