Saúde Assim como Faustão, mais de 380 pessoas esperam por um transplante de coração no Brasil

Assim como Faustão, mais de 380 pessoas esperam por um transplante de coração no Brasil

Apesar de estar internado em um hospital particular, apresentador integrará uma única lista, que é gerida pelo SUS

  • Saúde | Do R7

Faustão, de 73 anos, está com insuficiência cardíaca

Faustão, de 73 anos, está com insuficiência cardíaca

Reprodução/Instagram/@faustaonaband

O coração, aguardado pelo apresentador Faustão para um transplante, é o quinto órgão mais demandando na fila do SNT (Sistema Nacional de Transplantes), gerido pelo SUS (Sistema Único de Saúde). 

Até a última atualização do SNT, em 16 de agosto, 386 pessoas estavam à espera de um transplante cardíaco.

Somente em SP, onde Faustão mora, 180 pessoas aguardavam por um coração no mês passado, segundo a Central de Transplantes do Estado de São Paulo.

Ainda que o apresentador, de 73 anos, esteja internado em um hospital particular, ele dependerá do SUS, pois a organização da lista de espera é feita somente pela rede pública, que envolve o Ministério da Saúde e secretarias estaduais de Saúde. 

"Para receber um órgão, o potencial receptor deve estar inscrito em uma lista de espera, respeitando-se a ordem de inscrição. A lista é única por estado ou por região e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e por órgãos de controle federais, impossibilitando que uma pessoa conste em mais de uma lista, ou que a ordem legal não seja obedecida. A inscrição na lista somente pode ser realizada por um médico com autorização vigente, concedida pelo SNT", explica o Ministério da Saúde.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que os transplantes, de modo geral, dependem "de fatores como disponibilização do órgão por meio do processo de doação, ordem cronológica, gravidade do caso e disponibilidade ou não de tratamentos alternativos, com prioridade aos casos de urgência, em que há risco de morte".

A pasta estadual diz que não trabalha com estimativas de tempo para receber um órgão, já que o processo depende das variáveis mencionadas acima. 

O hospital Hcor, todavia, afirma que "em casos menos graves, a espera por um transplante cardíaco pode ser de 12 a 18 meses, em média. Em casos mais graves, esse período pode ser reduzido para de dois a três meses".

No fim de semana, o apresentador passou a fazer parte da lista de espera, informou o Hospital Israelita Albert Einstein, onde ele está internado desde o começo do mês, quando foi diagnosticado com insuficiência cardíaca. 

"Fausto Silva já foi incluído na fila única de transplantes, regida pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que leva em consideração, para a definição da priorização, o tempo de espera, a tipagem sanguínea e a gravidade do caso", diz um trecho da nota.

De janeiro a julho de 2023, foram realizados 75 transplantes de coração no estado. O número é maior do que o registrado no mesmo período em anos anteriores (foram 64 procedimentos em 2018; 74 em 2019; 67 em 2020; 73 em 2021; e 73 em 2022), acrescenta a Central de Transplantes. 

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