Febre amarela mobiliza SP; entenda a doença
Os macacos não são transmissores, mas servem de alerta às autoridades
Saúde|Do R7*
A morte de um macaco bugio pelo vírus da febre amarela, que foi encontrado no Horto Florestal na semana passada, levou a Prefeitura de São Paulo a realizar um mutirão de vacinação nos moradores da zona norte. A população chegou a fazer filas para se vacinar e o R7 verificou a presença de policiais na porta de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e confusão. Porém, não há motivo para pânico porque a medida é de caráter preventivo.
A Secretaria Municipal de Saúde informa que não há registro de mortes em decorrência da doença na capital paulista. Já no Estado, houve 16 mortes, sendo seis casos importados — de pacientes que se infectaram em outros lugares. A última morte confirmada é de um idoso de 76 anos, morador da zona rural de Itatiba, que se recusou a tomar a vacina, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.
A febre amarela ainda gera muitas dúvidas, como a forma de prevenção, quem precisa se vacinar e os sintomas. A doença possui dois tipos: a urbana, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, sendo que o último caso registrado no Brasil foi em 1942; a outra é a silvestre, que é passada pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes para os macacos e para os humanos. Foi este tipo que matou o primata achado no Horto.
Mosquito é transmissor de febre amarela. Tire suas dúvidas
Também vale ressaltar que macacos não transmitem a febre amarela. Na verdade, estes animais servem de alerta às autoridades quanto à presença do vírus naquela região e ajudam a elaborar ações de prevenção da doença em humanos, segundo o Ministério da Saúde. A única forma de se prevenir da febre amarela é tomando a vacina, cuja eficácia é de 95% a 99%. O ministério informa que uma dose única é o suficiente para se proteger por toda a vida.
* Dinalva Fernandes, Vanessa Sulina e Raquel Gamba, estagiária do R7