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Café pode reduzir risco de demência, aponta estudo

Pesquisa de Harvard e MIT aponta benefício do consumo diário moderado. Um estudo recente conduzido por pesquisadores de Harvard e do...

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Créditos: Foto/Divulgação Feed TV - Saúde

Pesquisa de Harvard e MIT aponta benefício do consumo diário moderado.

Um estudo recente conduzido por pesquisadores de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) indicou que o consumo regular e moderado de café pode estar associado a uma redução no risco de desenvolver demência. A pesquisa, que acompanhou mais de 131 mil indivíduos ao longo de quatro décadas, sugere que a ingestão diária de duas a três xícaras da bebida pode oferecer um efeito protetor contra a condição neurodegenerativa.


Os resultados do levantamento apontaram que participantes que consumiam entre duas e três xícaras de café por dia apresentaram uma probabilidade aproximadamente 20% menor de desenvolver demência em comparação com aqueles que não ingeriam a bebida. De forma análoga, o consumo de uma a duas xícaras de chá cafeinado diariamente demonstrou um efeito protetor similar, reforçando a possível correlação entre a cafeína e a saúde cerebral.

Contudo, os pesquisadores enfatizam que o benefício parece estar restrito a essa faixa de consumo. A ingestão de quantidades superiores de café ou chá cafeinado não resultou em um aumento dos efeitos positivos observados. Uma das hipóteses levantadas para esse limite é a capacidade do corpo humano de processar a cafeína de forma eficaz, sugerindo que doses excessivas podem não ser absorvidas ou utilizadas para fins protetores adicionais.


Curiosamente, a pesquisa específica de Harvard e MIT não identificou pontos negativos associados ao consumo de doses maiores de cafeína dentro do escopo de seus próprios achados. No entanto, é importante notar que outros estudos na área da saúde já alertaram para os potenciais riscos de um consumo exagerado, como a interrupção do sono e o aumento dos níveis de ansiedade em alguns indivíduos.

Apesar dos resultados promissores, o pesquisador de Harvard que liderou o estudo ressalta que o café ou o chá cafeinado representam apenas uma parte de um conjunto mais amplo de estratégias para a proteção da saúde mental. Ele reforça que, embora o efeito observado seja encorajador, sua magnitude é relativamente pequena, e existem diversas outras abordagens e hábitos de vida que contribuem significativamente para a manutenção da cognição e a prevenção da demência ao longo do envelhecimento.

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