Calor intenso acelera a deterioração dos alimentos; saiba como prevenir
O calor acelera a multiplicação de microrganismos e aumenta o risco de contaminação dos alimentos
Feed TV - Saúde|Do R7

O Brasil enfrenta mais uma onda de calor nesta semana, o que eleva os riscos à saúde da população, incluindo desidratação, mal-estar e o agravamento de doenças já existentes. Além desses efeitos, as temperaturas elevadas também aumentam a probabilidade de intoxicações alimentares, já que o calor acelera o processo de deterioração dos alimentos.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, as altas temperaturas favorecem a multiplicação de bactérias e fungos nos alimentos, tornando a refrigeração correta um cuidado ainda mais indispensável para reduzir riscos à saúde.
A manipulação inadequada de alimentos em períodos de calor intenso também contribui para o aumento dos casos de intoxicação alimentar. Durante o verão, situações comuns do dia a dia podem comprometer a conservação dos alimentos. Temperaturas elevadas associadas a práticas incorretas de higiene e armazenamento criam um ambiente propício à multiplicação de bactérias e à produção de toxinas, alerta a infectologista Emy Akiyama Gouveia, do Hospital Israelita Albert Einstein.
Um fator que dificulta a prevenção é que nem sempre alimentos contaminados apresentam alteração no sabor, no cheiro ou na aparência. Entre os principais agentes causadores dessas infecções estão bactérias como Salmonella, E. coli e Staphylococcus, além de vírus, como rotavírus e norovírus, e parasitas, a exemplo da giárdia. Os sintomas mais frequentes incluem diarreia, náusea, vômitos, dor abdominal e, em alguns casos, febre.
Como prevenir a intoxicação alimentar durante os dias quentes?
Para reduzir os riscos durante períodos de altas temperaturas, alguns cuidados são fundamentais. O principal deles é garantir o armazenamento adequado dos alimentos, mantendo-os refrigerados em geladeira a cerca de 4 °C ou congelados em freezer a aproximadamente –18 °C, medida essencial para retardar a proliferação de microrganismos.
De acordo com a médica e especialista em saúde, Leana Wen, as bactérias têm maior capacidade de multiplicação em uma faixa de temperatura que varia entre 4 °C e 60 °C. Esse intervalo, conhecido como “zona de perigo”, exige atenção redobrada no armazenamento e no consumo dos alimentos.
Além disso, produtos pré-embalados e prontos para consumo podem oferecer riscos adicionais à segurança alimentar, especialmente quando não são mantidos sob refrigeração adequada ou são expostos ao calor por períodos prolongados.
Entre as medidas preventivas, destacam-se os cuidados com a higiene das mãos antes de manipular ou consumir alimentos, utilizando água e sabonete ou álcool em gel 70%. A hidratação também deve ser priorizada, principalmente com água, mas pode ser complementada com chás, isotônicos, sucos naturais e água de coco.
Alimentos com alto teor de água, como frutas, verduras e legumes, contribuem para a reposição de líquidos perdidos pelo suor. No entanto, é fundamental que esses itens sejam armazenados corretamente para evitar a proliferação de microrganismos e reduzir o risco de contaminação.














