Filho de Erasmo: jovens com trauma cerebral estão em condições ideais para doar órgãos
Segundo médico, mesmo com confirmação de morte cerebral, órgãos continuam funcionando
Saúde|Do R7

A morte cerebral do filho de Erasmo Carlos, Alexandre Pessoal, de 40 anos, foi confirmada nesta quarta-feira (14) e a família decidiu doar os órgãos do músico. Segundo o médico intensivista e pneumologista Lúcio Souza Santos, do Hospital A.C. Camargo, o termo morte cerebral determina a irreversibilidade do caso.
— O nome correto é morte encefálica, que representa a perda de função e fluxo sanguíneo do sistema nervoso central. No entanto, todo órgão tem seu automatismo. O coração não para de bater e o fígado não para de funcionar.
Alexandre sofreu um acidente de moto na quarta-feira (7) e deu entrada no hospital com traumatismo craniano e perfuração pulmonar. De acordo com os boletins médicos, seu estado de saúde era gravíssimo.
— Jovens com trauma cerebral estão em condições ideais para a doação de órgãos.
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Segundo o Ministério da Saúde, rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado e intestino podem ser retirados de doadores não vivos. No caso de tecidos, podem ser doadas córneas, válvulas, ossos, músculos, tendões, pele, veias e artérias.
A família de Alexandre decidiu doar o coração, rins, córneas, ossos e fígado. Para Leonardo Esteves, irmão de Alexandre, a doação de órgão é uma campanha importante.
— Nesse momento todo o mundo tem que ter um pouco de maturidade e generosidade com o próximo e fazer esse tipo de ação. O grande sonho dele era poder ajudar outras pessoas. Onde ele está agora, ele ficaria feliz com essa iniciativa.
A retirada dos órgãos é feita por meio de uma cirurgia como qualquer outra realizada com todos os cuidados de reconstituição, ou seja, o corpo não fica deformado.
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Segundo o SNT (Sistema Nacional de Transplantes), nos últimos dez anos, o número de transplantes aumentou em quase 50% no Brasil. Em 2003, foram realizadas 7.556 cirurgias e, em 2013, 15.541 operações.















