Saúde IBGE: 4 em cada 10 mulheres no Brasil deixam de fazer mamografia

IBGE: 4 em cada 10 mulheres no Brasil deixam de fazer mamografia

Apenas 60% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram exame preventivo para câncer de mama

IBGE: 4 em cada 10 mulheres no Brasil deixam de fazer mamografia

Mudanças de hábito podem reduzir riscos de câncer de mama

Mudanças de hábito podem reduzir riscos de câncer de mama

Reprodução/Facebook

Realizada pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a primeira edição da Pesquisa Nacional de Saúde — Ciclos de vida e antropometria, divulgada nesta sexta-feira (21), apontou um percentual significativo de 40% mulheres, entre 50 e 69 anos de idade, em todo o Brasil, que não realizaram exame de mamografia nos dois últimos anos anteriores à pesquisa.

O levantamento é relativo a 2013, mas traz os números mais atualizados do instituto em relação à saúde no País. A faixa etária que vai dos 50 aos 69 anos é a que concentra maior incidência de câncer de mama e tem garantido o acesso ao exame pelo SUS (Sistema Único de Saúde). 

No mundo, o câncer de mama é uma das primeiras causas de morte por câncer em mulheres. Em função da variação dos fatores de risco e a características genéticas, ainda não existem medidas precisas de prevenção, mas, segundo o IBGE informou, estudos mostram que mudanças de hábito, como redução do consumo de álcool, do tabagismo, combate à obesidade e ao sedentarismo podem reduzir o risco de câncer de mama.

A mamografia, realizada em um aparelho denominado mamógrafo, é um exame fundamental para a constatação ou não de presença de um tumor nas mamas. É um instrumento para o diagnóstico precoce, com um nível de acerto que chega a cerca de 90%.

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Apesar de haver opiniões divergentes sobre a idade mínima ideal para a realização do primeiro exame, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que esta seja aos 40 anos, quando, a partir da primeira, a mamografia deveria ser realizada anualmente. No caso de pessoas com histórico familiar de câncer de mama, o indicado por boa parte dos especialistas é que o exame seja realizado com uma idade dez anos inferior à do diagnóstico familiar. 

O número apontado de 60% de mulheres que realizaram a mamografia ainda está abaixo da recomendação da OMS (Organização Muncial de Saúde), que considera um mínimo de 70%  para haver impacto em índices de cura do câncer de mama. Na pesquisa do IBGE, segmentada por grupos, a maior proporção de mamografias foi realizada em mulheres brancas (66,2%) e com curso superior completo (80,9%).

Já os menores índices foram verificados em mulheres negras (54,2%), pardas (52,9%) e sem instrução ou com curso fundamental incompleto (50,9%). Por regiões, a menor proporção ficou com a região Norte, com 38,7%. Em seguida vêm as regiões Nordeste (47,9%), Centro-Oeste (55,6%), Sul (64,5%) e Sudeste (67,9%). 

Colo de útero

Também merece destaque o considerável número de 16,9% de mulheres, entre 25 e 64 anos de idade, que nunca fizeram o exame preventivo para câncer de colo de útero. 

As razões para este resultado demonstram necessidade de conscientização: 45,6% declararam não achar necessário, 20,7% nunca haviam sido orientadas nesse sentido e 9,7% afirmaram ter vergonha de realizá-lo.

Conhecido como Papanicolau, o exame preventivo é feito para detectar alterações nas células do colo do útero, permitindo diagnóstico precoce da doença. Pode ser realizado em unidades da rede pública ou em postos de saúde que tenham especialistas. O nome do exame homenageia o patologista grego Georges Papanicolau, criador do método no começo do século passado.

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Sobre a PNS 

A PNS é uma pesquisa domiciliar realizada por meio de amostragem. Para realização, foram ouvidos cerca de 81 mil domicílios espalhados pelo território brasileiro. 

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